Quinta-feira, 20 de Setembro de 2012

Novecentos anos

 

 

 

Sartre dizia :

 

"O povo é aquilo

que fizerem dele..."

 

Mas o povo que saíu à rua

E encheu as cidades

Num protesto imenso

Contra a austeridade,

Mostrou quanto sofria

E não foi movido por outros,

Mas por ele próprio.

 

Não havia nada por detrás desse povo

Era o povo real que tem sido humilhado

E esquecido neste Portugal.

 

O povo saíu à rua por vontade própria

E isso marcou e mostrou

Que o povo não é banal.

 

Cuidado, o Povo mudou

O Povo acordou

O povo sabe

Que tem sido esquecido

E alvitado

Nada pode transformar

o mal que lhe foi dado.

 

O Povo desceu à Cidade...

 

O povo não é banal!

 

O povo sabe

O que se passa nos bastidores

De cortinas cerradas.

 

Ele sabe

E mostrou que sabe!

 

Maria Luísa

 

 

p.s. o texto anterior desapareceu,

fica um outro texto que talvez

diga mais do que o primeiro.

 

 

 

 

 

publicado por M.Luísa Adães às 11:57
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De poetazarolho a 21 de Setembro de 2012 às 19:08
“Sim”

Não há fio condutor
Qualquer mecha ou chama
Não venha o historiador
Agora ninguém o aclama

Não há feitos p’ra contar
Andamos por aqui desfeitos
Que futuro conquistar
Quando estaremos refeitos

Deste tempo sem sentido
Sem valores ou tradição
Por maldições acometido

Pelas trevas ensombrado
Cresce em nós a sensação
Dum futuro no passado.
De Maria João Brito de Sousa a 21 de Setembro de 2012 às 22:37
Um futuro sem passado
Nem sequer é utopia...
É não ter História, nem fado,
E curvar-se à tirania

Da gula deste mercado
Que, ao morrer de autofagia,
Nos vai transformando em gado
Sem honra ou filosofia...

Querem-nos povo calado,
Sem saúde ou alegria?
Pois deverão ter cuidado

Porque, em vez disso, zangado,
Já ele entra em rebeldia,
Já seu grito é levantado!


Foi o que me ocorreu... e só agora. Não me sinto mesmo nada bem.
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Familia Maldonado /Brasão

24. Setembro .2001