Sábado, 10 de Setembro de 2011

Os Sonhos Foram Roubados

 

 

 

Metamorfose de Narciso/ Salvador Dalí

Baseada num mito.

 

 

Amei-te mesmo assim

Sedento e exausto.

 

Me roubaram os sonhos

Me deixaram os medos e pesadelos.

 

Deus não paira nas águas

A praia se encheu de pedras.

 

Te procuro

E não te encontro.

 

Tudo mudou num instante

E tudo que conheci

Não existe mais.

 

Fala-me,

Atira as lembranças de ti

Como um convite ao meu caminho.

 

Volta,

Ajuda-me a encontrar os sonhos

A vida não está completa.

 

Tu eras o meu sonho

E me roubaram os sonhos.

 

Neles me via

Neles me reconhecia

Com eles falava

Eles me respondiam...

 

Solitárias ondas saltam

Viajo nos poços abertos

Nos crepúsculos que se abrem.

 

Aceita-me,

Dá-me uma solidão só minha,

Mas perfeita.

 

Me deixaram sem perguntas

Desinteressados

Frios no ar da noite.

 

Sem eles

Sem ti

E sem tempo

Que será de mim?

 

Beija-me no silêncio da noite

Mesmo sem te ver

Acredito em ti!...

 

 

Maria Luísa

 

 

http://poetazarolho.blogs.sapo.pt

 

"Ainda Há Torres"

 

Sonhemos em memória

Dos que já não o podem

Pois são pó da história

Das torres que implodem.

 

Neste dia em que o homem

Mostra a veia da malvadez

Agora outras se consomem

Para derrubar outras dez.

 

Depois hão-de derrubar mil

E outro milhão se seguirá

Não estará nunca saciado.

 

O nosso âmago que é vil

Este périplo só terminará

Quando tudo for derrubado.

 

Do Blogs acima citado.

 

"Homenagem"

 

De repente olho as Torres Imponentes

símbolo de uma grande cidade

cortadas pelo meio a afundarem-se...

 

A cratera enorme engole os grandes símbolos

e tem de ser olhada...

E as pessoas humilhadas caem como folhas de papel

arrancadas a um livro sem préstimo e sem moral.

Sinto o estremecer do fanatismo num processo de vingança

e força.

Vejo os valores desta época misturados ao ódio e ao rancor

e não entendo onde estou!

 

E muito ao longe se brindou à vitória do Suicidio IMPOSTO a tanta gente.

 

Do livro "Os Sete Degraus" De Maria Luísa Adães

 

Paz às suas Almas! Maria Luísa

 

  

publicado por M.Luísa Adães às 11:23
link do post | favorito
De Maria João Brito de Sousa a 11 de Setembro de 2011 às 02:12
Este aqui, poeta amigo,
É bem NOSSO de certeza!
Cresceu, qual espiga de trigo,
Fez-se pão em qualquer mesa

Vão-se os meus olhos fechando,
Mal comando estas letrinhas
Que os meus dedos vão teclando...
Mas são nossas, não são minhas!

Talvez acorde amanhã
Mais tarde do que o costume
Quem sabe, menos dorida...

Estarei mais ou menos sã
E arderei no mesmo lume
Que se acende em cada vida

;-) Abraço gde!
Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



Familia Maldonado /Brasão

24. Setembro .2001