Sábado, 10 de Setembro de 2011

Os Sonhos Foram Roubados

 

 

 

Metamorfose de Narciso/ Salvador Dalí

Baseada num mito.

 

 

Amei-te mesmo assim

Sedento e exausto.

 

Me roubaram os sonhos

Me deixaram os medos e pesadelos.

 

Deus não paira nas águas

A praia se encheu de pedras.

 

Te procuro

E não te encontro.

 

Tudo mudou num instante

E tudo que conheci

Não existe mais.

 

Fala-me,

Atira as lembranças de ti

Como um convite ao meu caminho.

 

Volta,

Ajuda-me a encontrar os sonhos

A vida não está completa.

 

Tu eras o meu sonho

E me roubaram os sonhos.

 

Neles me via

Neles me reconhecia

Com eles falava

Eles me respondiam...

 

Solitárias ondas saltam

Viajo nos poços abertos

Nos crepúsculos que se abrem.

 

Aceita-me,

Dá-me uma solidão só minha,

Mas perfeita.

 

Me deixaram sem perguntas

Desinteressados

Frios no ar da noite.

 

Sem eles

Sem ti

E sem tempo

Que será de mim?

 

Beija-me no silêncio da noite

Mesmo sem te ver

Acredito em ti!...

 

 

Maria Luísa

 

 

http://poetazarolho.blogs.sapo.pt

 

"Ainda Há Torres"

 

Sonhemos em memória

Dos que já não o podem

Pois são pó da história

Das torres que implodem.

 

Neste dia em que o homem

Mostra a veia da malvadez

Agora outras se consomem

Para derrubar outras dez.

 

Depois hão-de derrubar mil

E outro milhão se seguirá

Não estará nunca saciado.

 

O nosso âmago que é vil

Este périplo só terminará

Quando tudo for derrubado.

 

Do Blogs acima citado.

 

"Homenagem"

 

De repente olho as Torres Imponentes

símbolo de uma grande cidade

cortadas pelo meio a afundarem-se...

 

A cratera enorme engole os grandes símbolos

e tem de ser olhada...

E as pessoas humilhadas caem como folhas de papel

arrancadas a um livro sem préstimo e sem moral.

Sinto o estremecer do fanatismo num processo de vingança

e força.

Vejo os valores desta época misturados ao ódio e ao rancor

e não entendo onde estou!

 

E muito ao longe se brindou à vitória do Suicidio IMPOSTO a tanta gente.

 

Do livro "Os Sete Degraus" De Maria Luísa Adães

 

Paz às suas Almas! Maria Luísa

 

  

publicado por M.Luísa Adães às 11:23
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92 comentários:
De Outros Encantos a 13 de Setembro de 2011 às 09:03
Querida, venho deixar-te beijo e abraço [neste momento]
Na hora do almoço volto aqui para te responder.

Ninguém te esquece Maria Luísa, tu ou nós teremos alguma razão pelas ausências.

"quem não aparece, esquece" é apenas uma frase feita, nada mais.
apenas as "coisa" vulgares são esquecidas, as "outras" estão para sempre guardadas no coração, o melhor de todos os lugares.

abraço-te.
até logo.
De M.Luísa Adães a 13 de Setembro de 2011 às 12:04
Não tenho força nem saúde para manter as
multidões que no primeiro instante nos esquecem.

Talvez seja vulgar...mas sinceramente, não é isso que penso de mim. Sou diferente - melhor ou pior - não sei! Mas pago uma renda cara por essa diferença.

Mas as tuas palavras são um bálsamo e me
deixam indecisa.

Um abraço e obrigada pelo carinho,

Mª. Luísa
De poetazarolho a 14 de Setembro de 2011 às 01:14
“A média”

Pobreza está a aumentar
E a riqueza por suposto
És pobre não podes gastar
Deves poupar pró imposto

Depois recebes as migalhas
Que esse imposto te devolve
Mas vê lá se não te baralhas
Se pagas cem recebes nove

Mas se alguém fizer a média
Entre a riqueza e a pobreza
Dirá que estatisticamente

Não existe nenhuma tragédia
Embora uns tenham farta mesa
E outros nem dêem ao dente.
De M.Luísa Adães a 14 de Setembro de 2011 às 14:43
Não me digas que há futuro
As palavras estão muito ditas
e os muros têm coisas escritas.

Deixa o presente
aquieta teu pensamento...

Eu fico ao teu lado!

Maria Luísa
De Maria João Brito de Sousa a 14 de Setembro de 2011 às 16:19
Vejo que publicaste um dos poemas do nosso amigo comum. Não vou ter tempo para ir ver os comentários - tens imensos! - porque hoje me parece que a minha lentidão ainda está pior do que o costume... atenção! Não é uma lentidão voluntária nem psicológica... pelo menos não é psicológica na sua causa primária! Tenho bastante fraqueza muscular, muitas dores na coluna e bastantes nos ossos longos dos membros... o meu corpo defende-se do movimento apressado e o meu coração não consegue bater mais rapidamente quando lhe é exigido um esforço, porque o atenolol o impede de passar dos cinquenta e poucos batimentos por minuto... o meu corpo pode já não estar lá muito funcionante mas ainda não é suicida nem palerma de todo! :)
Mas vim para aqui falar-te das minhas "avarias" e eu queria era saber como te sentes... essa sétima lombar já te dá um pouco mais de descanso? E agora lembrei-me... tu deves ter imensas coisas para fazer online e eu estou-te a roubar tempo... quando puderes e quiseres, deixa só uma frasezinha que eu depois venho procurar resposta nas tuas publicações!
Um enorme abraço e as tuas melhoras, amiga!
De M.Luísa Adães a 15 de Setembro de 2011 às 14:38
Modéstia? Sou obrigada a ser, a rastejar nessa pretensa modéstia. Talvez me engane, mas sei ,sem me enganar, sou diferente e o
preço a pagar é elevado!

Beijos,

Mª. luísa
De Maria João Brito de Sousa a 15 de Setembro de 2011 às 15:17
Eu sempre acreditei que também as diferenças nos são úteis. Complementamo-nos todos! Cada um tem as suas aptidões próprias e pode desenvolvê-las num trabalho que beneficie o todo!
Olha, eu não pareço assim muito diferente mas, se houver um trabalho que envolva esforço físico, não presto para nada! Mas não vou desesperar por isso... tento compensá-lo e pronto!
De M.Luísa Adães a 15 de Setembro de 2011 às 18:00
Só não descobri o que pretendo daqui...

Ao cimo tens "Choremos" - vê se me entendes
e onde pretendo chegar?

E tu és um encanto de poetisa...eu não sou!

Mª. Luísa
De Maria João Brito de Sousa a 15 de Setembro de 2011 às 22:14
Eu nem sempre sou assim tão encantadora como tu dizes... penso até que tu és mais encantadora do que eu!
Não descobri o "choremos" neste post... vou ver se tens outro, a seguir...
De M.Luísa Adães a 16 de Setembro de 2011 às 13:29
"Choremos" foi removido por mim!...

Um abraço

Mª. luísa
De Maria João Brito de Sousa a 16 de Setembro de 2011 às 14:47
Já me disseste e eu agradeço-to... mas não te pediria tanto, amiga! Bastar-me-ia não falar no assunto.
Um grande abraço!
De M.Luísa Adães a 16 de Setembro de 2011 às 15:46
Não importa!

Mª. Luísa
De Maria João Brito de Sousa a 16 de Setembro de 2011 às 16:44
Fico-te agradecida por isso, embora pense que possa ter sido um sacrifício demasiado grande para ti.
Abraço grande!
De M.Luísa Adães a 17 de Setembro de 2011 às 10:51
Não foi sacrificio. Sou tua amiga e é tudo!

Posso passar uma hora no pc, com intervalos
muito maiores. Tem sido complicado, mas tento vir sempre e escrever menos.

Mª. Luísa
De poetazarolho a 14 de Setembro de 2011 às 18:19
“Resgates”

Foi o resgate a Portugal
A seguir é o da Madeira
Isto até não vai nada mal
A continuar desta maneira

Resgatam depois o Alentejo
Em seguida Trás-os-Montes
Segue-se-lhe o Ribatejo
Isto sei de outras fontes

Capital tem resgate previsto
E a minha aldeia também
Mas não estará terminado

Vão resgatar o Sr.Evaristo
D.Josefina o resgate obtém
No final serei eu o resgatado.

Prof Eta
De M.Luísa Adães a 15 de Setembro de 2011 às 14:28
O "Resgate" é coisa séria... Minha resposta, também é coisa séria!

Mª. Luísa
De poetazarolho a 14 de Setembro de 2011 às 20:50
“Mútuo consentimento”

Sérgio não saiu, está de volta
Com a mão na música sempre
Traz uma bomba-relógio à solta
Não pode adivinhar o presente

Adivinhar futuro também é duro
Inventa a roda, já precisávamos
A valsa macabra é o som puro
Paranóia urbana dos humanos

Existe o mútuo consentimento
E ir a jogo faz parte desta vida
Mas não da vida sobresselente

Vai lá, convoca contra desalento
Activa as forças pra esta corrida
E terminarás intermitentemente.

http://musica.sapo.pt/sergiogodinho/musica-a-musica
De M.Luísa Adães a 15 de Setembro de 2011 às 14:42
Milhentas respostas te podia dar...

Nenhuma teria o simbolismo verdadeiro, da tragédia do Presente e do Futuro! Nenhuma,
meu querido amigo - nenhuma!

Maria Luísa
De Maria João Brito de Sousa a 15 de Setembro de 2011 às 14:58
Vejo que pareces mesmo decidida a parar. Vou confessar-te que, quando estive mais de uma semana sem conseguir escrever um soneto em decassílabo heróico, também estive tentada a fazê-lo. Custava-me e ainda me custa imenso estar sentada ao computador. Aqui, no CJ, ainda vá que não vá... as cadeirinhas são macias e confortáveis, os monitores e os teclados estão bem posicionados, o espaço é saudavelmente arejado e iluminado... mas, em casa, trabalho sentada num banco de "sumapau" e a altura da mesa não é, de maneira nenhuma, a mais conveniente... decidi-me pelo abrandamento do ritmo das publicações. Não posso nem devo exigir de mim aquilo que me magoa muito, fisicamente. Depois, se me deixar entusiasmar e for por aí fora até às tantas... bem, é outra coisa! Não vou impor-me publicações regulares, muito embora esteja ligeiramente melhor.
Caramba, amiga! Não sei o que posso fazer para melhorar o teu estado de espírito... quem me dera poder fazer alguma coisa!
Abraço grande!
De M.Luísa Adães a 15 de Setembro de 2011 às 18:20
Agradeço o esforço e a amizade, mas é difícil
lá chegar!
Só numa conversa pessoal!


Mª. Luísa
De Maria João Brito de Sousa a 15 de Setembro de 2011 às 22:32
Imagino que sim... talvez um dia nos possamos encontrar... há muitos factores a conjugar porque eu tenho mesmo imensas dificuldades de deslocação. Pensamos nisso noutro dia. Agora tenho mesmo de passear o Kico.
Abraço grande!
De M.Luísa Adães a 16 de Setembro de 2011 às 13:31
Talvez...

Mª. Luísa
De poetazarolho a 16 de Setembro de 2011 às 01:01
“O polvo vencerá”

Povo que lavas no rio
Polvo que habitas o mar
Andamos num desvario
Se teimas em nos asfixiar

Pode haver quem te defenda
Numa relação tentacular
A nossa vida é tremenda
Ó polvo vai-te afogar

Então o polvo afogou-se
Povo pôde de novo respirar
O pesadelo foi transformado

Não o povo equivocou-se
Só se deu conta ao acordar
E pelo polvo foi asfixiado.
De M.Luísa Adães a 16 de Setembro de 2011 às 15:44
"Choremos"

Pelos bairros mediáticos,
vitimas do polvo que mata
e transforma gente boa
em criaturas más.

E destrói,

Dignidade
Amigos
Família
Força
Sonhos.

Juntemos as nossas palavras
o nosso querer
e toquemos os corações...
mesmo os mais frios
e transformemos o pesadelo,

Num acordar dourado,
num renascer real
numa manhã de amor,

Daquele amor
Que todos temos,

Dentro de nós

E acima de nós.

Mª. Luísa
De luadoceu a 16 de Setembro de 2011 às 15:13
Eu vi imensos documentários
C as torres gemeas, em filme, com uma equipa de policias a salvarem as imensas vidas e como escaparam
Os telefonemas,alguns,aos entes queridos e quem eles pensaram falar pela ultima vez, a satisfaçao e dor de alguns, pelas recordaçoes
A conspiraçao
Etc

Foram pela minha contagem, 4 avioes desviados por terroristas
Quantas vidas nas torres,quantas no pentagono,quantas nos pp avioes e no que se despenhou
Impressionate
Beijinhos Maria Luisa
Bom fds
De M.Luísa Adães a 16 de Setembro de 2011 às 15:49
Obrigada amiga,

Foi isso mesmo
tal como dizes...

Um abraço e agradeço tua amizade,

Mª. Luísa
De poetazarolho a 16 de Setembro de 2011 às 23:51
“The big banana”

A Madeira é um jardim
Fica no centro do mundo
Deste mundo agora imundo
Primeira página de pasquim

Em Nova Iorque foi notícia
Plo enorme buraco financeiro
Na grande maçã do dinheiro
É já um em caso de polícia

Mas a maçã está bichada
Tem Wall Street a afundar
A Madeira promete ajudar

Enviando bananas prá salada
Mundo da finança irá apreciar
Esforço da banana pra nos salvar.

Prof Eta
De M.Luísa Adães a 17 de Setembro de 2011 às 10:59
A Madeira nunca foi um jardim...

Foi tudo inventado pelo Jardim...

Mas The big Apple também está bichada...

"Tu sabes quanto duvido de tudo,
menos de mim..."
Acontece!

Mª. Luísa
De Maria João Brito de Sousa a 17 de Setembro de 2011 às 15:20
Coincidências, coincidências e mais coincidências... hoje abri um link ao acaso numa das minhas páginas do Face e fui dar a um álbum de fotos. Muito bom, por sinal, para quem, como eu, gosta de toda a espécie de animais marinhos. Apareceram-me polvos lindíssimos! Sempre gostei deles, muito mais vivos do que enquanto alimento, e achei curioso... são animais elegantíssimos nas suas danças, fugas e aproximações!
Mas desculpa-me estas divagações... tenho pouco para te contar hoje. Tenho estado sempre em casa, lenta como de costume, à espera que me nasça algum dos poema que, hoje, parecem não querer nada comigo...
Abraço grande!
De M.Luísa Adães a 18 de Setembro de 2011 às 11:14
O fenómeno foi chamado de "Polvo" atendendo
aos tentáculos, de uma situação que ao apertar...
(e o polvo gigante aperta e mata no fundo, bem no fundo do mar),... não deixa fugir.

Por isso na Itália se deu o nome de "Polvo".

É surrealista e o fenómeno também, mas muitas vezes mortal.

Isto é para saberes, porque
lhe chamamos "Polvo".
Fiz parte de grupos (há dez anos) que o combateram, através da psicoterapia.

Fui e ainda sou, mas me retirei da parte ativa
do problema. Mas foram dez anos a colaborar
e fiz parte de colóqios em Portugal o fora de
Portugal. Fiz muita coisa e aprendi muito e ajudei, mas por razões de saúde me afastei...

Ficas a saber de mim, um pouco mais...

Desculpa, mas isto é falar da parte técnica
sem sentimentalismos. Pois à dureza se tem
de responder com dureza e só isso resulta.

Sou, como já tiveste razões para apreciar que
sou muito versátil a escrever e escrevo sobre os assuntos mais diversos.
Há em mim vivência e estudo dos fenómemos.

Só para me entenderes melhor! Por isso ,minha poesia ou prosa, não é muito bem aceite e não interessa a quem está no Virtual.

Desculpa, te explicar esta minha faceta!
por isso escrevi e publiquei o Livro :

"Não Sei de Ti" há dez anos e me juntei à APE.

Mas se não quiseres ler não leias e não me respondas, só quis explicar a razão da publicação do livro citado - que esgotou e eu
apenas tenho, para mim, três exemplares.

Assunto meu e encerrado! Mas a Net nunca me poderá entender - o mundo real sim!

Maria luísa
De Maria João Brito de Sousa a 18 de Setembro de 2011 às 16:17
Obrigada por toda esta explicação que me quiseste dar e que implicou um esforço que eu sei bem avaliar.
Reconheci muito rapidamente a metáfora do polvo, por isso me arrepiei e não quis falar mais do assunto. Eu gosto de algumas características minhas e uma delas é ser capaz de falar de assuntos mais "chocantes" com alguma objectividade, sem me deixar envolver demasiado... neste caso, não consigo e corro o risco de ser injusta deixando que a emoção tome conta das minhas palavras e, talvez, acusando demasiado, mostrando-me demasiado dura e judicativa. Sei que é uma defesa mas os outros podem não o entender... esse problema esteve muito próximo de mim, na minha família mais chegada e há muito desisti de o abordar...
Aos polvos, conheço-os desde muito pequenina. Foi logo nos meus primeiros anos de vida que comecei a entusiasmar-me com os livros do Júlio Verne. Lembro-me perfeitamente de o meu pai me adormecer com as Vinte Mil Léguas Submarinas ou a Viagem ao Centro da Terra... lembro-me daquele episódio em que o Náutilus é atacado por um polvo - ou lula... - gigante. Estranhamente, nunca fiquei com medo deles... pelo contrário! Penso que me apercebi, desde muito cedo, que o homem é o único animal que mata pelo prazer de matar. Também íamos vezes sem conta ao Aquário Vasco da Gama e eu adorava ver as magníficas danças dos polvos... nunca te saberei explicar porque nunca tive medo de animais e sempre os entendi muito melhor do que a maioria das crianças da minha idade. Também os via nas rochas da praia. Havia-os no Dafundo, a poucos metros da nossa casa... sempre os achei lindíssimos. Até das alforrecas, de que toda a gente tinha medo por poderem provocar fortes reacções alérgicas, eu gostava. Passava horas, mal chegava a uma praia, a arrastar para o mar as pobres alforrecas que ficavam "encalhadas" na baixa-mar... mas eu volto depois. Por agora deixo-te com esta minha viagem à infância que ficou muito mal alinhavada porque ainda estou a rever-me a arrastar as alforrecas pela areia fora e as poucas pessoas que por lá andavam a tentar convencer-me de que eram perigosas... nunca me aconteceu nada. Nem um acidente com um animal eu tive, durante toda a minha vida. Acredites ou não, nem sequer fui picada por uma abelha ou por uma vespa e também adorava andar a "estudar" os ninhos das vespas bravas... eu volto mais logo.
De M.Luísa Adães a 18 de Setembro de 2011 às 17:53
O Polvo, sem culpa, simbolizou o agarrar e o
não conseguir desprender.
É metafórico e tu sabes!...

Mas obrigada por responderes e muito bem!

Da próxima passa ao Woody Allen (acima)

"Midnight- in Paris" feito de magia.

Abraço,

Mª. Luísa
De Maria João Brito de Sousa a 18 de Setembro de 2011 às 21:19
Acabei por te deixar um relato muito disperso de algumas das coisas que marcaram a minha infância... é curioso como visualizei tudo o que te estava a descrever... eu mesma fiquei surpreendida por ter, ainda, memória visual das alforrecas e de uns outros animaizinhos, cefalópodes como o polvo mas de uma cor bordeaux e cujo nome científico não consigo recordar. Eu chamava-lhes "tintureiras" e existiam aos milhares em frente da casa do Dafundo. Há muitos anos que desapareceram daquela zona e nunca as vi noutro sítio...
Vou agora ao Midnight in Paris!
De M.Luísa Adães a 19 de Setembro de 2011 às 08:52
Eu na Arrábida deixei de as ver, mas há pouco tempo ainda havia muitas.
Desapareceram...

Mas no nordeste Brasileiro fui mordida por
uma e me deixou marca na perna.

Me confundiu com um peixe .
Mas é bom recordar momentos felizes.

Um abraço,

Mª. L.
De Maria João Brito de Sousa a 19 de Setembro de 2011 às 14:40
:) Ainda bem que também te recordas delas! Estava a ver que já não havia ninguém que pudesse confirmar a existência delas!
Até já!
De M.Luísa Adães a 19 de Setembro de 2011 às 15:27
Recordo sim!

Mas me vieste lembrar que há uns tempos largos, elas desapareceram na Arrábida.

E eu hei-de perguntar aos pescadores de lá!

M. L.
De Maria João Brito de Sousa a 19 de Setembro de 2011 às 15:42
Também desapareceram do estuário do Tejo, amiga. Eu tinha, algures, uma fotografia com um golfinho que veio morrer na praia, em frente à casa do Dafundo. Devia ter uns quatro ou cinco anos quando isso aconteceu e, para mim, ficou marcado como o episódio que marcou o final do tempo em que os golfinhos se passeavam pelo estuário do Tejo. Eu e o meu pai fizemos os impossíveis para o tentar reanimar mas já era muito tarde... chorei muito nesse dia e ainda não sabia que eles não voltariam... tanta coisa mudou naquele "meu" pedacinho de costa... ainda tenho por aí, penso que no álbum do sapo, fotografias minhas sentada no enorme areal da praia do Dafundo. Para provar que a memória não me está a atraiçoar, lá estão a vivenda do Dafundo e o Aquário Vasco da Gama a servirem de fundo à fotografia. Agora não consigo lá entrar porque o CJ tem acesso condicionado às imagens... mas recordo-me que o meu pai já não deixava que tomássemos banho naquela área que considerava um tanto poluída. Só tomávamos banho a partir da praia da Torre, já em Oeiras.
De M.Luísa Adães a 19 de Setembro de 2011 às 16:12
Os golfinhos ainda existem no Sado e são estimados e mimados (por enquanto).

O Portinho se encheu de pedras e o chamado
"Monte Branco - grande acumulação de areia,
desapareceu completamente, este ano.

No lugar, desceu uma falésia, vinda do cimo da Serra Mãe.

E a praia vai desaparecer completamente
(se diz que fizeram drenagens).

Tudo está alucinado, não só em Portugal, mas no mundo. Que futuro?

Mª. Luísa
De Maria João Brito de Sousa a 19 de Setembro de 2011 às 17:35
Eu sei, amiga! Os golfinhos abandonaram o Tejo há mais de 50 anos mas mantêm-se no Sado! Ainda bem que as pessoas estão mais consciencializadas acerca do valor da vida e dos direitos das outras espécies de animais!
O planeta tem estado constantemente em movimento... não falo dos velhos movimentos de rotação e translação e sim dessoutro movimento que muda o curso dos rios, desaçoreia as praias e esculpe ou derruba as montanhas... nós acelerámo-lo, claro, mas estamos a ganhar consciência... pelo menos alguns de nós estão!
De Maria João Brito de Sousa a 19 de Setembro de 2011 às 17:35
Eu sei, amiga! Os golfinhos abandonaram o Tejo há mais de 50 anos mas mantêm-se no Sado! Ainda bem que as pessoas estão mais consciencializadas acerca do valor da vida e dos direitos das outras espécies animais!
O planeta tem estado constantemente em movimento... não falo dos velhos movimentos de rotação e translação e sim dessoutro movimento que muda o curso dos rios, desaçoreia as praias e esculpe ou derruba as montanhas... nós acelerámo-lo, claro, mas estamos a ganhar consciência... pelo menos alguns de nós estão!
De M.Luísa Adães a 20 de Setembro de 2011 às 12:50
Pelo Sado se fazem visitas de barco ao seu habitat.

Já os visitei e eles fizeram tidas as gracinhas que são capazes de fazer...e são muitas!

E na Arrábida que abrange uma área imensa
de Oceano Arlântico, foram proibidas as pescas às
espécies protegidas.

Muito bom!

Mª. luísa
De M.Luísa Adães a 20 de Setembro de 2011 às 12:54
Ressalvo "Todas"
e "Atlântico"

Hoje estou voltada para os disparates no
escrever - desculpa.

Mª. Luísa
De Maria João Brito de Sousa a 20 de Setembro de 2011 às 14:15
Sempre há coisas que melhoraram e nos mostram que algumas pessoas estão mais consciencializadas. Eu e o meu pai eramos excepções, há cinquenta anos. A maioria das pessoas seria muito capaz de tentar pescar um golfinho só pelo prazer do troféu. Nós tínhamos a perfeita consciência disso... mesmo eu que era muito pequenina, nessa altura.
Até já!
De M.Luísa Adães a 20 de Setembro de 2011 às 17:31
Nalguns lados do mundo!

Na Islandia quando os jovens se tormam de idade maior festejam matando golfinhos mais inteligentes do que os nossos. É um massacre
do mais horrendo.
A Idade das Trevas predomina em corações selvagens que pensam ser gente.

O golfinho ao morrer chora como uma criança ou uma pessoa.
O Governo deixa e finge não ouvir que o
massacre tem de acabar, mas ainda não acabou.

É assim o mundo!

Mª. Luísa

Tem aparecido em videos e se pede :

"parem a matança dos gofinhos na Islandia
De Maria João Brito de Sousa a 20 de Setembro de 2011 às 23:39
Eu sei disso, Maria Luísa. E, de repente, sinto que as chamadas "tradições" voltam a tentar ganhar terreno... é uma luta que se tem de ganhar com tanta lentidão que muitos morrerão de velhos sem terem visto resultados palpáveis... mas é assim mesmo.
Até amanhã.
De M.Luísa Adães a 21 de Setembro de 2011 às 11:16
As antigas tradições estão a ganhar terreno.

É uma forma de manter as multidões felizes
e no momento. é uma anestesia para o que se está a passar e vai continuar a passar e a agravar.

Mª. Luísa

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Familia Maldonado /Brasão

24. Setembro .2001