Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

VINICIUS DE MORAES

 

 

 

  

                                                                             

 

 

Vinicius de Moraes foi o poeta da paixão!

 

Dele disse Carlos Drumond de Andrade:

 

Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão.

 

 

Nasce a 19 de Outubro de 1913 no Bairro da Gávea, Rio de Janeiro.

Vinicius é um poeta em paz com a sua cidade o Rio.

Nele se encontra a percepção do lado obscuro do homem

e a coragem de enfrentar esse lado obscuro.

 

Parte dos temas fundamentais:

 

O mistério, a paixão e a morte.

 

Quando deixa a poesia para segundo plano e se torna num Show-Man,

se torna também, no único que teve a vida de poeta.

 

Escreve o primeiro livro em 1933  "O Caminho para a Distância"

que voltou a ser editado em 2008.

Livro marcado pela intensidade dos temas, dos sentimentos e da linguagem

escrito por um poeta - com apenas dezanove anos - surpreendeu o público

e a crítica com seus dramas místicos e existenciais.

 

A Editora Schwarcz Ltda _ São Paulo o torna a editar em 2008.

O encontrei no Rio, em Dezembro de 2010.

 

A carreira e obra de Vinicius lida por mim, a torna num esboço de um breve

retrato daquele que é um dos mais importantes nomes da cultura brasileira

de todos os tempos.

 

Muito haveria a dizer que não vou dizer, pois tantos a conhecem, mas este livro

talvez não seja assim tão conhecido por uma grande maioria.

Mas é um livro admirável de um poeta que mantém o mesmo tom elevado, puro,

que só os verdadeiros poetas conseguem assim com essa continuidade e que só os grandes,

os verdadeiros priviligiados, logram superar por alguns instantes para atingir mais alto ainda, para chegar

aos seus momentos supremos, àquele em que dão a medida do seu talento.

 

 

Ele diz:

 

Fora de mim, fora de nós, no espaço, no vago

A música dolente de uma valsa

Em mim, profundamente em mim

A música dolente do teu corpo

E em tudo, vivendo o momento de todas as coisas

A música da noite iluminada.

 

O ritmo do teu corpo no meu corpo...

O giro suave da valsa longínqua, da valsa suspensa...

Meu peito vivendo teu peito

Meus olhos bebendo teus olhos, bebendo teu rosto...

E a vontade de chorar que vinha de todas as coisas.

 

 

Morre a 9 de Julho de 198o, em sua casa na Gávea, onde nasveu no RJ.

 

Pertence à segunda fase do Modernismo no Brasil - Futurismo em Portugal,

donde sai o maior poeta do século XX - Fernando Pessoa.

 

Eis o pouco que sei de Vinicius de Moraes para os poucos que me lêm.

Muito ficou por dizer! Esta é uma breve análise.

 

São Paulo, 4 de Fevereiro de 2011 

 

Maria Luísa Adães

 

 Vou colocar um dos seus poemas, a "Velhice" digno de ser integralmente reproduzido:

 

 

VELHICE - Poema:

 

 

Virá o dia em que eu hei de ser um velho experiente

Olhando as coisas através de uma filosofia sensata

E lendo os clássicos com a afeição que a minha mocidade não permite.

 

Nesse dia Deus talvez tenha entrado definitivamente em meu espírito

Ou talvez tenha saído definitivamente dele.

Então todos os meus atos serão encaminhados no sentido do túmulo

 

E todas as idéias autobiográficas da mocidade terão desaparecido.                                                                     .

Ficará talvez somente a idéia do testamento bem escrito.

Serei um velho, não terei mocidade, nem sexo, nem vida.

 

Só terei uma experiência extraordinária.

Fecharei minha alma a todos e a tudo

Passará por mim muito longe o ruído da vida e do mundo

Só o ruído do coração doente me avisará de uns restos de vida em mim.

 

Nem o cigarro da mocidade restará.

Será um cigarro forte que satisfará os pulmões viciados

E que dará a tudo um ar saturado de velhice.

Não escreverei mais a lápis

E só usarei pergaminhos compridos.

Terei um casaco de alpaca que me fechará os olhos.

 

Serei um corpo sem mocidade, inútil vazio

Cheio de irritação para com a vida

Cheio de irritação para comigo mesmo.

 

O eterno velho que nada é, nada vale, nada vive

O velho cujo único valor é ser o cadáver de uma

mocidade criadora.

 

 

Vinicius de Moraes

 

Publicado no Jornal do Brasil, Novembro de 1933

 

    

                                                                                             

 Sor. Cecilia- Monja de Los Predicadores

Fevereiro de 2011/ obrigada - Maria Luísa

 

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publicado por M.Luísa Adães às 15:56
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De poetaporkedeusker a 11 de Fevereiro de 2011 às 11:50
Pronto, já cá estou e vim até ao Prémios mesmo antes de visitar os dois amigos que me comentaram e a quem não respondi ainda. Não quero que fiques preocupada por causa do soneto "Deus mas livre!". É apenas a expressão de um desejo profundo, mas algo paradoxal. Eu explico; se tu me perguntasses se eu trocaria esta vidinha miserável que tenho por outra em que estivesse "a nadar" em dinheiro e bens materiais, com a casa cheia de tudo o que me é necessário e supérfluo, também, eu responder-te-ia, imediatamente, que não trocaria... no entanto eu sei o que se "paga" para sentir e pensar assim. É duro. Por vezes é duríssimo e quase insuportável... é por isso que, nesse soneto, eu peço a Deus que mas livre das desgraças do mundo, mas também de serem como eu sou.
O soneto que acabo de publicar, "Cuidado com as palavras!" , tem a ver contigo e com o facto de eu ter ficado um bocadinho aflita por te ter deixado preocupada com o soneto de ontem. Não tinha forma de comunicar contigo e cheguei a sair uns minutinhos atrasada - depois de me terem pedido para sair - para te deixar aquelas linhas, às 18h.
Abraço grande!
De M.Luísa Adães a 12 de Fevereiro de 2011 às 19:29
Agradeço.

Com ternura,

Mª. Luísa
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