Domingo, 5 de Setembro de 2010

FLORBELA ESPANCA

             

 

 

 Florbela Espanca, nasceu em Vila Viçosa a 8 de Dezembro de 1894.

 

Filha ilegitima de uma "criada", falecida muito nova (29 anos),

foi registada como filha de "pai incógnito" o que a marcou profundamente.

 

Educada pelo pai, João Maria Espanca e pela madrasta Mariana, tal como seu irmão,

Aples Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma forma.

 

O pai sempre a acompanhou, mas só passados 19 anos da morte da poetisa

a perfilhou, por altura da inauguração de seu busto em Évora.

 

Estudou em Évora, mais tarde em Lisboa, na Faculdade de Direito e colaborou

na Revista Seara nova.

 

Três casamentos falhados, e a morte do irmão Aples Espanca

(a quem a ligavam fortes laços afectivos), num acidente com o avião

sobre o Tejo em 1927, marcou profundamente a sua obra e a sua vida.

 

Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de

ordem psicológica, Florbela Espanca morre em Matozinhos.

 

Com a sua personalidade de uma riqueza interior excepcional escreveu seus versos

de uma forma ardente revelando erotismo feminino transcendido, pondo a nu

a intimidade de mulher, dando novos rumos à consciência literária nascida de

vivências femininas.

 

O sofrimento, a solidão, o desencanto, aliados a um desejo de felicidade e plenitude

só alcançáveis no Absoluto, no Infinito, constituem a veemência passional da

sua forma de dizer.

 

Só depois da morte é que a poetisa viria a ser conhecida do Grande Público, através

de Guido Batelli, com Charneca em Flor (1930).

Vacilando entre a moral e o preconceito da época, a beleza da sua poesia recebeu incompreensão

em vida e manipulação em morte, durante 40 anos.

 

Não se coloca como observadora distante, ela está dentro do poema, sempre!

 

Com ou sem escandalos; com ou sem histórias, perdas dolorosas, incompreensão constante

na sua vida, o que fica é a Voz Poética da "alma gémea " de Fernando Pessoa,

autêntica, feminina e pungente quando diz:

 

 

Eu quero amar, amar perdidamente!

Amar só por amar : Aqui ... além ...

Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente ...

Amar ! Amar ! E não amar ninguém !

 

Recordar ? Esquecer ? Indiferente !...

Prender ou desprender ? É mal ? É bem ?

Quem disser que se pode amar alguém

Durante a vida inteira é porque mente !

 

Há uma Primavera em cada vida :

É preciso cantá-la assim florida,

Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar !

 

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada

Que seja a minha noite uma alvorada,

Que me saiba perder ... pra me encontrar ...

  

 

Florbela Espanca

 

 

Nasceu na época errada? A isso não sei responder! Cole e leve uma estrelinha pro seu blog

 

(breve análise)

 

Maria Luísa Adães

 

http://ocantinhopoetico.blogspot.com 

     

 Oferta ao blogs: http://os7degraus.blogspot.com  

publicado por M.Luísa Adães às 11:53
link do post | comentar | favorito
33 comentários:
De M.Luísa Adães a 12 de Setembro de 2010 às 09:55
Obrigada pela flor azul.

Se vais trabalhar é bom sinal, penso eu que
nada sei!

Ficamos sem a tua presença duas semanas.

Bom trabalho e felicidades,

Mª. Luísa
De jabeiteslp a 12 de Setembro de 2010 às 14:53

espero haver um sinal livre por lá
porque doutra forma
vamos ver o que dá...

do melhor pra ti
beijinhos
De M.Luísa Adães a 13 de Setembro de 2010 às 11:16

E para ti também - o - melhor!

Espero a tua volta!

Beijo,

Mª. Luísa

Comentar post


Familia Maldonado /Brasão

24. Setembro .2001