Quinta-feira, 20 de Setembro de 2012

Novecentos anos

 

 

 

Sartre dizia :

 

"O povo é aquilo

que fizerem dele..."

 

Mas o povo que saíu à rua

E encheu as cidades

Num protesto imenso

Contra a austeridade,

Mostrou quanto sofria

E não foi movido por outros,

Mas por ele próprio.

 

Não havia nada por detrás desse povo

Era o povo real que tem sido humilhado

E esquecido neste Portugal.

 

O povo saíu à rua por vontade própria

E isso marcou e mostrou

Que o povo não é banal.

 

Cuidado, o Povo mudou

O Povo acordou

O povo sabe

Que tem sido esquecido

E alvitado

Nada pode transformar

o mal que lhe foi dado.

 

O Povo desceu à Cidade...

 

O povo não é banal!

 

O povo sabe

O que se passa nos bastidores

De cortinas cerradas.

 

Ele sabe

E mostrou que sabe!

 

Maria Luísa

 

 

p.s. o texto anterior desapareceu,

fica um outro texto que talvez

diga mais do que o primeiro.

 

 

 

 

 

publicado por M.Luísa Adães às 11:57
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84 comentários:
De jabeiteslp a 20 de Setembro de 2012 às 12:59

olá reaparecida
até pensava que tinhas
emigrado...

e em grande Luisa...

xoxo e uma bela e feliz tarde
De M.Luísa Adães a 20 de Setembro de 2012 às 13:07
Amigo

Estou emigrada da vida...e muito longe.

Aparece no google quando possível.

Linda tua amizade,

Maria luísa
De jabeiteslp a 20 de Setembro de 2012 às 14:07

afinal emigraste...brinco

feliz tarde
De poetaporkedeusker a 20 de Setembro de 2012 às 13:14
Então, amiga!? Que bom ver uma nova publicação tua!
Nunca com os sacrifícios humanos dos mais fracos! Nunca!
Enorme abraço para ti!
De M.Luísa Adães a 20 de Setembro de 2012 às 13:20
Querida,

Um beijo de ternura,

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 20 de Setembro de 2012 às 13:48
Outro e um abraço grande, grande, para ti!
De poetazarolho a 20 de Setembro de 2012 às 21:28
“Fado da TSU”

Vive numa rua cinzenta
É prima da austeridade
Aquela taxa violenta
E cheia de ambiguidade

Os ministros justificam
O porquê desta medida
Que agora simplificam
Mas é uma causa perdida

Ai taxa tu que és social
Não nos leves o sustento
Escuta a maioria na rua

O povo está a passar mal
Pode tornar-se violento
E não é por culpa sua.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 20 de Setembro de 2012 às 22:55
Eu, consciente do perigo,
Auscultando "ambiguidades",
Fui espreitar um outro amigo,
Fui ver das suas vontades...

Quanto à taxa... nada digo...
Só sei falar das verdades
Quando entendê-las consigo
E esta só me fez maldades...

Tenho abundante auto-estima,
Não sou nenhuma menina,
Nem tampouco iluminada...

Tudo se aprende e se ensina
Mas, na balbúrdia assassina,
Não consigo aprender nada!


Aí vai, Poeta, o que me saiu sem nenhuma ambiguidade...

Abraço grande!
De m.luisa a 21 de Setembro de 2012 às 13:10
Bravo poeta!

M. Luísa
De poetaporkedeusker a 21 de Setembro de 2012 às 14:36
Abraço grande, amiga! Obrigada!
De M. Luísa a 21 de Setembro de 2012 às 14:44
Para ti também.

" bravo poeta" é verdadeiro!

Bj. M. Luisa
De M.Luísa Adães a 1 de Outubro de 2012 às 08:40
Deixei para eliminar o que escrevi em poetaporkdeusker. 1ª. coisa a fazer

2ª. já estás escolhida, no mural dele, como amiga querida.
3º. ele é de uma vileza muito grande e ela está já por detrás, aliás esteve sempre.
4º. que ingenuidade a minha em ter respondido a semelhante pessoa.
5º. não esperava a vileza que se me deparou
e "devia esperar.
A história por detrás é muito longa, mas ele é o secretário e mandatário dela, mas não deixa de ser um canalha.

Por favor não o procures nem lhe respondas.
Não perdes nada e me ajudas muito.
A culpa foi minha, me desculpa.

Beijo,

M. luísa
De poetaporkedeusker a 1 de Outubro de 2012 às 12:43
Não tens nada de que pedir desculpa, amiga!
Já fui, há vários dias, publicar no Recanto das Letras, através desse senhor... não sabia de nada e acabei por publicar lá, mas penso que isso não traga problemas a ninguém...
O teu comment e a minha resposta foram imediatamente apagados, está descansada.
Hoje terei de ir novamente com o Kico ao vet... nem imaginas o cansaço em que ando. O diurético que ele tem de tomar para tentar eliminar o líquido acumulado no pulmão, aumentou-lhe a frequência e a quantidade das micções... não faço outra coisa senão andar de esfregona na mão...

Um grande abraço, Maria Luísa e que tudo corra pelo melhor. Não te deixes angustiar demasiado por estes problemas. Tem cuidado contigo.
De M. Luísa a 1 de Outubro de 2012 às 15:25
Mas me angustiou e bastante, originado também por um organismo fragilizado que vai afetar o psiquico.
Nunca esperei e queria eliminar a Tertulia,
mas não sou capaz. Já procurei e me cansei de milhentas maneiras e não encontro a palavra "Remover amigo"...

As melhoras do bichinho que tem sofrido tanto.
Ele é um filho de Deus, tal como eu...e eu peço,
"Senhor tem piedade dele e de nós".

M. Luísa
De poetaporkedeusker a 1 de Outubro de 2012 às 15:33
Daqui a pouco tenho de levá-lo outra vez ao vet, mas já não consigo ir sozinha com ele. Tive de pedir ajuda a um vizinho amigo.
Em relação à eliminação, eu lembro-me de já ter conseguido fazê-lo... mas foi há tanto tempo que já nem sei... e tenho a página cheia, cheia de grupos a que só conseguiria ir se fosse ubíqua e o dia tivesse 48 horas... mas também não consigo eliminar algumas, pelo menos, para aliviar aquela montanha de páginas onde não posso sequer pensar em ir... até porque também não estou mesmo nada bem...

Abraço grande!
De poetazarolho a 21 de Setembro de 2012 às 07:45
O chá ao pormenor.
De M. Luísa a 21 de Setembro de 2012 às 13:23
Amigo

Sou perita no pormenor.
Aprendi com o chá!

Grata e comovida com tua amizade. Beijos

Mª. luísa
De M. Luísa a 1 de Outubro de 2012 às 15:27
Levemos ao pormenor, sim e esperemos...
parece ser o nosso destino de momento.

Um beijo, Mª. Luísa
De poetazarolho a 21 de Setembro de 2012 às 19:08
“Sim”

Não há fio condutor
Qualquer mecha ou chama
Não venha o historiador
Agora ninguém o aclama

Não há feitos p’ra contar
Andamos por aqui desfeitos
Que futuro conquistar
Quando estaremos refeitos

Deste tempo sem sentido
Sem valores ou tradição
Por maldições acometido

Pelas trevas ensombrado
Cresce em nós a sensação
Dum futuro no passado.
De M. Luísa a 21 de Setembro de 2012 às 19:43
Sim,

"É um Futuro no Passado"!...

Gostei!

Maria Luísa
De poetaporkedeusker a 21 de Setembro de 2012 às 22:37
Um futuro sem passado
Nem sequer é utopia...
É não ter História, nem fado,
E curvar-se à tirania

Da gula deste mercado
Que, ao morrer de autofagia,
Nos vai transformando em gado
Sem honra ou filosofia...

Querem-nos povo calado,
Sem saúde ou alegria?
Pois deverão ter cuidado

Porque, em vez disso, zangado,
Já ele entra em rebeldia,
Já seu grito é levantado!


Foi o que me ocorreu... e só agora. Não me sinto mesmo nada bem.
De poetazarolho a 21 de Setembro de 2012 às 23:11
“Vamos a caminho”

Caro vamos a caminho
Dum país sem pão
Ao menos um bocadinho
Escuta a manifestação

O conselho d’estado
Desta desgraçada nação
Não houve o petardo
Da nossa indignação

Afunda a nação heróica
Refém deste desgoverno
Num quadro deprimente

Que se lixe a troika
Que se lixe o governo
Que se lixe o presidente.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 21 de Setembro de 2012 às 23:33
Que se lixe o sujo jogo
Que connosco já fizeram!
Portugal está todo em fogo
Por todos aqueles que arderam!

Pouco a pouco se constroem,
Da matéria quase informe,
Sobre esses que nos destroem,
Palavras de um grito enorme!

Mas é corrida de fundo,
Podemos ter a certeza
Que não é pura euforia!

Há que mudar este mundo,
Resgatá-lo da pobreza,
Mudar-lhe a filosofia!


Nem sei como ainda consegui... abraço grande!
De M.Luísa a 22 de Setembro de 2012 às 12:48
O mundo só acaba para quem morre.
E como o povo sempre foi massacrado ao longo dos séculos eu pergunto :

onde está a evolucão?

E escuto...não há resposta!
De poetaporkedeusker a 22 de Setembro de 2012 às 14:05
As respostas vão-se fazendo ouvir agora, por esse país afora, Maria Luísa. Nada será fácil, mas eu continuo a acreditar!

Abraço grande!
De M. Luísa a 22 de Setembro de 2012 às 18:00
Deves acreditar! Estás convicta e isso é bom e justo. Eu estou desalentada!
Mas no princípio das tais medidas, não houve força suficiente e luta para as travar - isso não deixo de dizer e acreditar no que digo.

Mas aceito o que tu dizes!

"A cada um
a sua verdade!"...

Bj. e obrigada

Maria Luísa
De poetaporkedeusker a 22 de Setembro de 2012 às 20:25
Um beijo amiga!

M. João
De poetazarolho a 22 de Setembro de 2012 às 07:33
O chá tem objectivo.
De M. Luísa a 22 de Setembro de 2012 às 12:44
Até o chá tem objetivo e eu acredito.

Pobre daquele que não tem objetivo...

Bj. Maria luísa
De poetazarolho a 22 de Setembro de 2012 às 13:08
“Pós manif”

Depois da manifestação
Fica o retrato de afecto
Fica também a sensação
De um Portugal abjecto

Onde só alguns contam
E os outros desprezáveis
Os que ao povo remontam
Meros objectos contáveis

Como estava assim ficou
Este país em desgraça
O poder que o assaltou

Está a deixá-lo sem graça
Deste povo que gritou
Ficou a esperança na praça.
De poetaporkedeusker a 22 de Setembro de 2012 às 14:09
Depois desta, muitas mais,
Muitas mais hão-de surgir
E nunca serão demais
Pr`aquilo que está pr`a vir!

Onde um povo, levantado
Desse chão de onde emergiu,
Consegue erguer o seu brado,
Muito já se conseguiu!

Nada fica como estava
Depois de uns olhos abertos
Verem males de quem falava

Dessa absurda austeridade
Que nos trouxe tais apertos
Mas nos não rouba a vontade!


Cá vai, Poeta, com um abraço grande!

De M. Luísa a 22 de Setembro de 2012 às 14:10
A manifestação foi ordeira e justa!

Há infiltrados mercenários para causar a desordem. Se infiltram entre o povo e não são do povo...é necessário entender isso, antes de clamar.
Acontece em todos os países.

Bom seria que quando se tomou medidas injustas e sem nexo os partidos tivessem clamado e lutado.
Não o fiseram e se o fizeram, foi de forma ténue. Tudo podia ser feito de outra maneira,
mas é tarde e não se soube atuar na hora certa.
Não deixar ferver os ânimos, pois esse ferver só vai facilitar os estrangeiros que são pagos.
E ainda não perceberam isso? Que falta de
diplomacia...agora que vão fazer? Greves aqui e ali?
O princípio foi mal, tremendamente mal, orientado e aí, todos falharam...inclusivé o
que todos dizem saber e não sabem...

Como poeta, podia dizer "nunca é tarde", mas não digo...Digo sim... é tarde!

Maria luísa
De poetazarolho a 22 de Setembro de 2012 às 23:15
“Conselho faraónico”

A TSU parece não vem
Virá corte equivalente
Decidiram em Belém
Povo quer-se dormente

Pobreza é o seu limiar
Acima só os iluminados
Nascidos p’ra governar
Este bando de azarados

Mas um azar não vem só
Então o conselho d’estado
Reunido com tod’o preceito

Sob a égide dum faraó
Declarou tudo reconciliado
O povo pobre mas satisfeito.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 22 de Setembro de 2012 às 23:42
Só os ingénuos, Poeta,
Podem ficar satisfeitos
Que a cegueira `inda acarreta,
Para alguns, esses efeitos...

Mas a fome já começa
A estender-se a tantos, tantos,
Que é bom que não arrefeça
A vontade... ou mesmo os cantos

Não basta gritar um dia,
Nem dois ou três, quatro ou cinco,
Que esta é "corrida de fundo"!

Persistir nessa ousadia,
Lutar com profundo afinco
Pr`a poder mudar-se o mundo!


Abraço grande, Poeta!
De poetazarolho a 23 de Setembro de 2012 às 13:03
Chá futuro.

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