Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

Quem és Tu?

 

 

   Internet/ Última Nau Portuguesa / D. Fernando II e Glória (Oleo)

 

 

Olhei...

   O espelhar da Tua luz

   Nas sombras do meu sentir

 

   E não Te reconheci!...

 

   Vi nosso mar ao longe

   O sol raiado de vermelho e negro

   Refletia os Teus anseios perdidos.

 

   E não Te reconheci!...

 

   Quem Te feriu

   Quem Te roubou

 

   

    A Paz

    O Amor 

    A dignidade

    A Liberdade?

 

 

Caminhante exausto e dolorido,

Numa jornada sem fim.

 

Oh, quanto me pesa o teu destino!

 

 

Maria luísa Adães

 

   

Como poetas amigos e participantes deste blogs : 

 

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     DOSpes Terra Bruna (Noruega)

publicado por M.Luísa Adães às 15:34
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99 comentários:
De poetaporkedeusker a 16 de Fevereiro de 2012 às 19:03
É como se a própria nau falasse com o seu/nosso país... lindíssimo! E este forte, é o "meu" forte... moro relativamente perto dele, fiz o liceu todo lá perto, ia para a praia que lhe fica adjacente quando era menina e adolescente...
Um enorme abraço, Maria Luísa. Estou a ficar mesmo "piegas" hoje...
De M.Luísa Adães a 17 de Fevereiro de 2012 às 13:02
Adorei o que me dizes!

A Nau neste óleo, quando ela ainda sulcava os mares, é um encanto Maior!

É uma maravilha das maravilhas de Portugal e sei que há muitos portugueses que
nem sabem da sua existência.

É isto e tudo o resto minha amiga...

Vou colocar vossos nomes poéticos.

Abraço grande,

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 17 de Fevereiro de 2012 às 14:22
O maior dos meus abraços!
De M.Luísa Adães a 17 de Fevereiro de 2012 às 20:01
Obrigada por tudo!

M.L.
De poetazarolho a 16 de Fevereiro de 2012 às 22:50
“Bulimia”

A Grécia não é a Grécia
Portugal não é Portugal
Depois de tanta peripécia
Todos somos um carnaval

Os políticos são os reis
Gozam o imenso festival
E vós povo o que sereis
Neste grande desfile fatal

Somos pais da democracia
E reis da ingovernabilidade
Contribuímos para o repasto

Desta gula que é bulimia
Onde comem até à saciedade
Para vomitar de imediato.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 16 de Fevereiro de 2012 às 23:57
É mesmo isso que pretendem
Mas não hão-de consegui-lo
Porque os povos não se rendem
E até eu estou a senti-lo!

Tenho, porém, a certeza
Que nem todos são iguais;
Uns dos sentados na mesa
São "lacaios funcionais"

Do capitalismo abjecto
Que serve o seu deus-dinheiro,
Outros, são povo também!

Uns "alinham" no projecto
De ficarem "no poleiro",
Outros lutam muito além!


Até já, Poeta! :)
De M.Luísa Adães a 17 de Fevereiro de 2012 às 13:08
Amigo querido

Eu regressei por ter amor a Portugal!

Portugal continua a ser Portugal e eu pergunto - "Quem és Tu" - pois não o reconheço.

Vou colocar vossos nomes de poetas amigos.

Um beijo,

Mª. Luísa
De M.Luísa Adães a 17 de Fevereiro de 2012 às 13:22
Poeta

Os portugueses, desanimados, eu sei, mas o desânimo não ajuda... e Portugal e os que o amam, necessitam de ajuda.

Um Abraço e obrigada,

Mª. Luísa
De poetazarolho a 17 de Fevereiro de 2012 às 20:51
“Cigarras de Portugal”

De errado em Portugal
Só vejo os portugueses
Que sabem gerir-se mal
E a culpa é dos chineses

Chegaram os milhões
D’Europa muito amiga
Não entro em discussões
Mas foi encher a barriga

Recebemos agora a factura
Não se investiu na produção
Fomos cigarra, bela cantiga

Folia é boa enquanto dura
E agora que mudam a canção
Vejo cigarras e nenhuma formiga.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 17 de Fevereiro de 2012 às 21:33
Cigarra também trabalha
Que o seu canto tem função
E uma função nunca falha
Por mais que pensem que não!

Cigarra trabalha duro,
Tanto ou mais do que a formiga
E é no seu canto seguro
Que a Primavera se abriga!

Todos dão o seu melhor,
Vão cumprindo o seu papel...
Até serem espoliados...

Se acontecer o pior
Todos sentirão na pele
As razões dos revoltados!


Abraço grande, Poeta! Para todos vós! :)
De poetaporkedeusker a 18 de Fevereiro de 2012 às 13:57
É exactamente assim que vejo o nosso Portugal, neste momento histórico; como um "caminhante exausto e dolorido"... e revejo-me nele - somos indivíduos e por mais consciência colectiva que tenhamos, acabamos por sentir como tal ... - também exausta, também dolorida... talvez a minha nau seja a poesia, que sei eu? Talvez a nossa eterna nau seja a poesia, Maria Luísa, que tanto, como eu deixas transparecer o teu amor nas linhas do teu poema...
Um enorme abraço, minha amiga!
De M.Luísa Adães a 18 de Fevereiro de 2012 às 15:47
Que coisa linda o que me dizes!

Somos Caminhantes de uma jornada sem fim.

Abraço e aguenta essa saúde,Não me deixes só...

Maria Luísa
De poetaporkedeusker a 18 de Fevereiro de 2012 às 16:36
Vou fazer por não deixar, amiga!
Enorme abraço!
De M.Luísa Adães a 19 de Fevereiro de 2012 às 11:23
Mª. João

Eu venho aqui e escrevo o que sinto que pretende traduzir o que vejo e leio.

Mas não entendo que se passa, com isto das mentiras. Eu sou poeta e luto à minha maneira.
E escrevo prosa e luto da mesma maneira.

Saúde,

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 19 de Fevereiro de 2012 às 12:53
Bpm dia, amiga!
Eu faço exactamente o mesmo que tu, Maria Luísa. Vou até ao Poetaporkedeusker, leio os sonetilhos que o Poeta Zarolho me deixa lá e respondo sempre, sempre, de improviso.
Ontem, de repente, fiquei com pena do Poeta quando ele disse que estava arrependidíssimo de ter feito um poema em que falava da mentira na poesia... que queres? Não sei porquê, mas sempre tive um sentimento estranhamente maternal em relação a ele... talvez por ter filhos muito pequeninos. O que é certo é que eu te "sinto", a ti, como uma pessoa da minha idade e a ele como se tivesse idade para ser meu filho... e até nem tem, mas é assim que eu sinto.
Penso que ele tem uma enorme produtividade em termos de escrita e calhou aquele poema ser assim. Isto é o que eu penso pois conheço-o pessoalmente e sei que é uma excelente pessoa, incapaz de te querer magoar propositadamente.
Amiga, aquela enorme curvatura que tenho na coluna, na zona lombar, está a fazer das suas e cada vez me custa mais - custa-me dores enormes - andar ou mesmo estar aqui sentada. Estou mesmo muito dorida e um pouco zangada com a minha coluna. Prefiro zangar-me com ela do que com o Kico que, ontem, se sujou todo e me fez passar umas horas a dar-lhe banho... estava tão sujo que a primeira ensaboadela teve de ser mesmo com sabão azul e branco. O pior é que já não me consigo aguentar curvada sobre a banheira, de joelhos... é um massacre estar naquela posição!
Hoje é um daqueles meus dias em que venho para conversar... tenho um milhão de coisinhas para fazer - limpezas das caminhas deles, lavagens mais criteriosas dos comedouros e bebedouros, etc - e, sinceramente, a minha coluna não me está a ajudar nada. Deixo-te aqui estes desabafos porque tu sabes bem como isto é.
Vou agora ao Prosa-Poética porque só agora me lembrei de que, ontem, acabei por não ir. A cabeça também já me vai pregando partidinhas destas, desculpa-me.
Um enorme abraço!
De M.Luísa Adães a 20 de Fevereiro de 2012 às 12:33
Amiga querida
mentira que eu posso apagar
Que bom te ter tão perto de mim.
Aceito o que tu dizes, mas há dois versos sobre a mentira da poesia que vou apagar, pois estou convencida que muitas pessoas lêm.
E não é bonito! Parece que estou a ser atacada.
Não se fala mais no assunto. Esttou disposta a conhecê-lo junto contigo.

Um Abraço Grande.

p.s.as minhas vertebras ontem deram sinal negativo. Hoje tenho de descansar e não posso ter ,aqui, situações que me magoem, influencia o meu problema e muito!
De poetaporkedeusker a 20 de Fevereiro de 2012 às 14:34
Compreendo!
As minhas vértebras, apesar do bom tempo e do sol que nos abençoa, também não andam nada boas... por isso eu tenho tanto espasmo e tantas cãibras nos membros superiores e inferiores. O magnésio nunca ajudou muito porque tem a ver com a coluna e não apenas com o desequilíbrio hidro-electrolítico! E o pior é que pelo menos um dos medicamentos que tenho de tomar para a osteoporose, deixou de estar abrangido pelo regime de gratuitidade!
Ainda não sei, ao certo, quais são os medicamentos que passaram ao novo regime... acho que até tenho um certo receio de o descobrir...
Um abraço grande, amiga!
De M.Luísa Adães a 21 de Fevereiro de 2012 às 15:44
M. João

É necessário não sofrer com antecipação, dado o contexto do País.

Abraço,

M. luísa
De poetaporkedeusker a 21 de Fevereiro de 2012 às 15:55
Tens razão, Maria Luísa! As coisas ainda estão muito incipientes... pode ser que se consigam algumas conquistas neste campo.
Abraço grande!
De M.Luísa Adães a 21 de Fevereiro de 2012 às 16:14
Sinto que isto não seja levado ao extremo como a ira de quem pouco sabe prevê.

Ai de todos, se isso acontece...

Mª. Luísa
De jabeiteslp a 18 de Fevereiro de 2012 às 14:59

belo poema

no melhor de dizer

beijinho e que tudo vá bem
De M.Luísa Adães a 18 de Fevereiro de 2012 às 15:51
Obrigada por gostares.

Tudo vai caminhando e aguardando.

Aparece no prosa-poetica tem outra versão da Nau, mas em prosa.

Abraço e obrigada por escreveres,

Maria Luísa
De M.Luísa Adães a 19 de Fevereiro de 2012 às 11:28
jabei

Obrigada quando dizes " belo poema"

e faz parte de um livro meu que esgotou,

embora o tenha alterado para escrever aqui.

Mas passa-se coisas estranhas nos comments
que não estou a entender...

Abraço,

Mª. Luísa
De jabeiteslp a 19 de Fevereiro de 2012 às 13:47
não ligues
é o raio deste País envenenado
que me põe assim....envenenado também


e é um poema daqueles...

bom fim de semana Luisa

De M.Luísa Adães a 21 de Fevereiro de 2012 às 12:56
Joca

Tens razão, o povo está a ficar envenenado
e contra "os bons que falam através da poesia e prosa" - eu o faço!

Como dizes, vou desligar a importância de coisas que não têm importância...

Só desvirtua este poema quem não se deu ao trabalho de " o ler e analisar". Só por essa razão, se pode entrar na incoerência...

Abraço, bom amigo´

Mª. Luísa
De jabeiteslp a 21 de Fevereiro de 2012 às 19:19
tive que levar uma pequenina a casa
e cá estou de novo....

e o nosso zé povinho
é mesmo à maneira
às vezes ceguinho.. penso eu


joca luisa

De M.Luísa Adães a 22 de Fevereiro de 2012 às 14:25
Joca

Vou retirar o meu tempo de escrita. Estou mal outra vez.

M.L.
De jabeiteslp a 18 de Fevereiro de 2012 às 15:14

Isto por aqui
O dia a dia está vazio
Os estudantes regressaram a casa
O frio impera
Um mais acrescido a quem já desespera

É interior....


belo e bom fim de semana pra vocês
De M.Luísa Adães a 18 de Fevereiro de 2012 às 15:55
Dizes bem, o frio impera, comanda a manda!

É senhor absoluto deste País, onde a chuva não quer caír...

Bom fim de semana e não deixes de aparecer.

Um abraço,

Mª. Luísa
De M.Luísa Adães a 18 de Fevereiro de 2012 às 16:00
Ressalvo "e manda" .

Desculpa,

Mª. Luísa
De jabeiteslp a 18 de Fevereiro de 2012 às 20:15



uma bela noite pra ti...especial
De M.Luísa Adães a 19 de Fevereiro de 2012 às 11:06
Joca

Um bom dia para ti!

Abraço,

M. luísa
De poetazarolho a 18 de Fevereiro de 2012 às 19:41
“Caravelas de esperança”

D. Fernando II e Glória
De um povo marinheiro
Escreveu linhas d’história
Por esse mundo inteiro

E mais linhas escreverá
Não nesta mas noutras eras
Que esta é demasiado má
Tempo de fúrias e feras

Tempo este sem lucidez
Ao novo tempo faz apelo
Nas caravelas de esperança

De novo este povo português
Se lançará ao mar tão belo
Contra tempestade ou bonança.

Prof Eta

http://profetablognot.blogspot.com/
De poetaporkedeusker a 18 de Fevereiro de 2012 às 22:44
Que bela nau cruza o mar,
Que bela nau volta ao cais!
O pintor que a quis pintar
Deu-lhe cor e deu-lhe mais

Porque a leva a persistir
Além do tempo real
E porque nos faz sentir
Que esta nau é Portugal!

A chegada é sempre bela
Mas talvez a nau, partindo,
Desminta o que eu pressenti...

Talvez parta, a caravela,
E alguém se vá despedindo
Do país que deixa aqui...


Até já, Poeta! Abraço grande! :) Para ti, também, Maria Luísa!
De M.Luísa Adães a 19 de Fevereiro de 2012 às 11:04
Mª. João

Parece-me que tens razão,

A Nau se despede em toda a sua grandeza e
sente pertencer à Glória Passada.

E ficou vários anos meia-afundada no mar
e passados esses anos, alguém se lembrou de a ir buscar e de a levar para a doca-seca de
Cacilhas-Lisboa, onde pode ser visitada e mostrar que os "Descobrimentos" não foram uma mentira, mas a a" Maior Verdade do
Renascimento" - não esquecendo

"Os Lusíadas" que conta os feitos dos portugueses (Século XVI).

Mas os portugueses adormeceram à sombra desses mesmos "Descobrimentos".

Esta é também outra Verdade
e eu quando
escrevo estas coisas não invento nada!

Abraço e louvo o teu saber! És poeta, amiga!

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 19 de Fevereiro de 2012 às 13:23
A nau é lindíssima e fazes muitíssimo bem em divulgá-la nos teus blogs!
Eu, quando era pequenina, corria, com o meu pai, tudo quanto era museu e sítio histórico... agora, cada passo, cada sacrifício, mas posso ainda "visitar" a nau Fernando II e Glória através do teu post. Muito obrigada por isso!
Abraço grande!

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