Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

Mia Couto

 

 

Mia Couto

 

Nasceu na Beira, Moçambique.

 

Foi jornalista. É professor, biólogo, escritor.

 

Traduzido em diversas línguas.

 

Entre outros prémios e distinções, foi galardoado,

pelo conjunto da sua vasta obra,

 

com o Prémio Vergílio Ferreira 1999

 

e com o Prémio União Latina de Literaturas Românticas 2007.

 

Ainda em 2007 foi distinguido com o Prémio Passo Fundo  e Bourbon de Literatura

pelo seu romance "O Outro Pé da Sereia".

 

Com o Livro "Jesusalém" , Hermann Hesse, diz :

 

Toda a história do mundo não é mais

 que um livro de imagens refletindo

         o mais violento e mais cego

dos desejos humanos:

o desejo de esquecer.

 

Ainda em "Jesusalém"  Mia Couto diz :

 

"De súbito, me golpeou uma imensa saudade de Noci.

Talvez vá ter com ela mais cedo do que pensava.

A ternura daquela mulher confirmava que meu pai

estava errado.

 

O mundo não morreu.

 

Afinal, o mundo nunca chegou a nascer.

 

Quem sabe eu aprenda, no afinado silêncio dos braços de Noci,

a encontrar minha mãe caminhando por um infinito descampado

antes de chegar à última árvore."

 

E assim termina "Jesusalém"  de Mia Couto.

 

Breve Homenagem.

 

Maria luísa Adães

 

 

publicado por M.Luísa Adães às 11:39
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33 comentários:
De jabeiteslp a 27 de Setembro de 2011 às 12:37
muito bem
mas podia ter cortado as barbas...hé hé hé


belo dia Luisa
De M.Luísa Adães a 27 de Setembro de 2011 às 14:21
Não podia esquecer Mia Couto com barbas ou sem, barbas.

Mas que ele é duro e estranho no que escreve -
é!...

Obrigada,

Mª. luísa
De jabeiteslp a 27 de Setembro de 2011 às 15:06
como nã conheço a obra

acho que devia cortar os pelos....


beijinho Luisa
De M.Luísa Adães a 27 de Setembro de 2011 às 15:16
Eu tenho à minha frente "Jesusalém" que lido à pressa, parece "Jerusalém" a Cidade Santa.

Mas não é...repara..."Jesus/além"
diferença de uma letra.

É um livro estranho e complexo.

Mª. Luísa
De M.Luísa Adães a 27 de Setembro de 2011 às 15:56
Qual é a diferença entre ter pelos ou não ter?

Não o conheces? Não podemos conhecer tudo!...

M. L.
De jabeiteslp a 27 de Setembro de 2011 às 20:59

não gosto das barbas desse

barbas pra mim
é fuga...

jocas
De poetazarolho a 27 de Setembro de 2011 às 13:52
MOMENTO DE VERDADE E ESCLARECIMENTO

Intervenção de Mia Couto (Conferências do Estoril 2011)

http://www.youtube.com/watch?v=jACccaTogxE&feature=player_embedded
De M.Luísa Adães a 27 de Setembro de 2011 às 14:23
Convém analisar o vídeo!

Agradeço,

Mª. Luísa
De M.Luísa Adães a 27 de Setembro de 2011 às 14:29
Gostava de passar este video para a parte principal, a acompanhar a homenagem, mas
não sei!

Mª. Luísa
De poetazarolho a 27 de Setembro de 2011 às 17:23
Segundo me perece não é difícil, creio que no post basta fazer inserir vídeo e depois aparece um campo URL, aí introduzimos o endereço do youtube para o vídeo em questão, neste caso será:

http://www.youtube.com/watch?v=jACccaTogxE&feature=player_embedded

De poetazarolho a 27 de Setembro de 2011 às 13:55
“Às de ouros”

Até a América anda assustada
Com a Europa aos trambolhões
Mas já pode dormir descansada
Vem aí um plano de milhões

Crise do euro será estancada
Vão ser afastados esses papões
Confiança vai ser restaurada
Por via das recapitalizações

Será jogada a derradeira cartada
Perdedores voltam pr’os mouros
Aos vencedores a glória infinita

Carta há muito estava guardada
É enorme o peso deste às de ouros
E neste casino a banca já se agita.
De M.Luísa Adães a 27 de Setembro de 2011 às 14:55
Todo o mundo
está assustado!

Todo o mundo
de consciência
alertado.

Não vai haver
vencedores e vencidos.

Apenas a concórdia
pode conceder a Graça,

Mais tarde...
muito mais tarde...

Numa outra raça!

Mª. Luísa
De M.Luísa Adães a 27 de Setembro de 2011 às 15:09
Falta muito ou pouco - não sei bem!

A jogar a última cartada.

E o homem sonambulo
continua dizendo
de quando em quando...

"Façam o jogo, meus Senhores"

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 27 de Setembro de 2011 às 14:29
Gostei muito desta tua apresentação do Mia, Maria Luísa!
O pouco que li dele, deixou-me completamente fascinada! Curiosíssima, também, essa citação, que não conhecia, acerca do "desejo de esquecer"... não conhecia mas irá merecer-me uma boa reflexão, de certeza absoluta, muito embora me não reveja nela, assim, numa primeira abordagem.
Até já, amiga e a continuação das tuas melhoras!
De M.Luísa Adães a 27 de Setembro de 2011 às 15:03
Sente em ti o que Hermann Hesse diz em

"Jesusalém" :

"O mais violento e mais cego
Dos desejos humanos:
O desejo de esquecer."


Maria luísa Adães
De M.Luísa Adães a 27 de Setembro de 2011 às 15:26
E é uma grande verdade!Mas não é Mia Couto

que diz, mas sim Hermann Hesse, Viagem pelo Oriente -

na 1ª. página do livro "Jesusalém"lido à pressa

pode parecer Jerusalém (a Cidade Santa) tem
a diferença de uma letra e a profundidade do Mundo.

Mª. Luísa

Mª. Luísa


Mª. luísa
De poetaporkedeusker a 27 de Setembro de 2011 às 15:28
Tentei, mal li a citação, mas não funcionou... mas vou tentar racionalizar à luz daquilo que vou conhecendo dos outros. Eu tenho mecanismos de defesa que a maioria não tem... e a maioria terá muitos que eu não tenho, claro. Mas penso que chego lá... agora não vai ser fácil porque estou no CJ, porque me está a ser difícil encontrar seja o que for na minha caixa de correio - há três ou quatro dias que se virou toda do avesso e ficou com as datas todas baralhadas, sem que eu saiba porquê. Mas posso, assim de repente, dizer que talvez venha a tentar analisar essa afirmação através do mito do pecado original. Eu penso que quando nos não identificamos com uma afirmação logo no primeiro "impacto", poderemos sempre analisá-la à luz dos mitos e dos arquétipos.
Vi-te no Facebook mas não consegui ver nem ouvir nada...
Até já!
De M.Luísa Adães a 27 de Setembro de 2011 às 16:05
Já expliquei e não posso escrever mais.
Me desculpa!

M.L.
De poetaporkedeusker a 27 de Setembro de 2011 às 15:32
Caramba! Agora fiquei confusa... eu não li nada do Mia nestes últimos anos mas, tanto quanto me recordo, o Jesusalém é dele... ou será que o livro fala de HH e a frase lhe é atribuída? Estou a zero...
De M.Luísa Adães a 27 de Setembro de 2011 às 16:02
Meu Deus que se passa? Não me entendes?

HH colocou esse pensamento, vindo de um livro dele, de nome "Viagem pelo Oriente" numa
página em branco de "Jesusalém" de Mia Couto e não explico mais - isso arrasa-me!
De poetaporkedeusker a 27 de Setembro de 2011 às 17:10
Pronto, descansa. É evidente que, não tendo lido a obra, tenho grande dificuldade em entender. Nem uma, nem outra eu li.
Depois nos encontramos por aqui. Também não estou muito bem e tenho de ir à farmácia.
Até logo!
De poetazarolho a 27 de Setembro de 2011 às 23:24
“Apologia do medo”

Há mais medo de coisas más
Do que coisas más que existem
Neste mundo onde não há paz
Onde a guerra e fome subsistem

Há mais muros do que estradas
E fantasmas criados em segredo
Novas geografias são moldadas
Para restaurar o medo do medo

E este medo assim restaurado
Converte cada um em soldado
Dum grande exército sem nome

O estado de sítio foi decretado
Racionalidade e ética são passado
Medo que o medo acabe é enorme.
De poetazarolho a 28 de Setembro de 2011 às 23:56
“Abstracto poema”

Azul a primeira pincelada
Seguido de rima perversa
Não procura mostrar nada
Tão pouco se o lês à pressa

Dou-lhe retoque de amarelo
Atiro-lhe amorfas palavras
Surge tão feio, quanto belo
Se o lesses lento gostavas?

Uma mancha disforme cresce
Uma ideia tenta transformar
Olho não vejo, leio com afinco

Uma ideia surge, não floresce
Algo de novo está a chegar?
Não sei, venham mais cinco.
De M.Luísa Adães a 29 de Setembro de 2011 às 10:24
Agradeço! Ausente por motivo de saúde,
mas atenta, dentro do possível.

O poema "Abstrato" - muito bom!

Um abraço,

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 29 de Setembro de 2011 às 20:17
Sei - porque li a resposta que deste ao nosso amigo comum - que estás a tentar repousar... e fazes muitíssimo bem porque com esse tipo de problemas não se brinca!
Quando cá voltares saberás que passei por cá.
Tentei racionalizar sobre o desejo de esquecer enquanto "o mais violento e cego dos desejos humanos". Só através da racionalização porque não consigo senti-lo em mim e não conheço os caminhos por onde o Herman Hesse nos leva no seu livro. Se o aplicar ao Holocausto, por exemplo, aí sim, vejo perfeitamente quanta violência e quanta cegueira esse desejo pode conter! Mas não o consigo ver em termos pessoais, entendes?
Pronto. Fica até tu poderes vir até cá sem riscos para a tua saúde... e se quiseres comentar, claro está.
Desejo o que sempre te desejo, amiga; que a tua coluna se recomponha o mais rapidamente possível.
De M.Luísa Adães a 30 de Setembro de 2011 às 11:04
Entendo as tuas dúvidas. não conheces um e o outro.
Fica para uma próxima. Obrigada pela amizade. Espera por mim!

Abraço,

M.L.
De poetaporkedeusker a 30 de Setembro de 2011 às 14:44
Espero sempre, amiga!
Abraço grande!
De poetazarolho a 29 de Setembro de 2011 às 23:07
“Culpa zero”

Não há desculpa pr’á culpa
Pr’á culpa não há culpados
Para nada serve a desculpa
Podem seguir estão ilibados

E a culpa morreu solteira
Sem deixar descendência
A vida passou a ser porreira
Acabou a má consciência

Assim é muito fácil viver
Por conta do orçamento
Que não nos custa a ganhar

Agora vamos lá a saber
Para quê todo esse lamento
Se é certo que nos vamos safar.
De M.Luísa Adães a 30 de Setembro de 2011 às 11:20
Estive numa festa de Berardo em Azeitão (há
um tempo). Nasceu pobre e se tornou rico, sempre a sorrir e a somar popularidade.

Entrevistado esta semana disse: "os bancos é que vieram oferecer-me crédito".
Num País pobre se devia financiar negócios produtivos e criadores de riqueza.

Com essa base como lema, seria um pouco
mais fácil saír da crise.

D.N. André Macedo
análise de Mª. Luísa Adães

Não há desculpa para a culpa!


De poetazarolho a 30 de Setembro de 2011 às 14:10
“Comam bolos”

Com oito letrinhas apenas
Escrevo a palavra Portugal
São oito séculos de historial
O pior são as últimas cenas

Da CEE vieram uns milhões
Chegou a crise internacional
Onde está o dinheiro afinal?
Aplicado na terra de Camões

Em betão e em belas estradas
Algumas já estão esburacadas
Pescar e semear é pr’os tolos

Não há peixe, comam empadas
Com o chá em vez de torradas
Se não há trigo, comam bolos.
De poetazarolho a 1 de Outubro de 2011 às 00:06
“Dever constitucional”

Será o limite ao sacrifício
Inscrito na constituição ?
A mim parece-me que não
Dirão são ossos do ofício

O teu esforço será vitalício
Claro está a bem da nação
Direitos não mais existirão
Constituição dirá no início

“O teu sacrifício é um dever”
E sobre deveres está tudo dito
Bolsa ou vida deves entregar

Se não tens bolsa deves morrer
De contrário entrega-nos o guito
E então terás direito a respirar.

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24. Setembro .2001