Terça-feira, 26 de Julho de 2011

Bertold Brecht

                                                                             

 

 

                                                                                           

 

                       Bertold Brecht/ Ausburgo, 1898 - Berlim 1956

 

Escritor e dramaturco alemão. Adere ao expressionismo e muito cedo foge da Alemanha (1933),

após escrever a Lenda do Soldado Morto, obra pacifista que provoca a perseguição pelos nazis.

 

Em 1947 adere ao comunismo militante. Vai para os Estados Unidos da América!

 

A partir de 1949 e até à sua morte, dirige na Alemanha Oriental uma companhia teatral chamado do

Berliner Ensemble.

 

A produção teatral é abundante.

 

No Teatro expõe a sua conceção cénica e estabelece uma distância entre o espetador e os personagens.

 

Destaca-se na poesia, de forte conteúdo Social.

 

Breve análise, muito breve, numa vida cheia de conteúdo humano e artístico.

 

O trouxe em seguida ao Massacre da Noruega, pois num dos seus poemas ele diz :

 

 

Eles na primeira noite

Se aproximam e

Colhem uma flor

Do nosso jardim

E não dizemos nada.

 

Até que um dia o

mais frágil deles, entra

Em nossa casa, rouba-nos a alma

E conhecendo nosso medo arranca-nos

A voz da garganta

 

E porque não dissemos nada

já não podemos dizer nada

 

Como eu não me importei com ninguém

 

Ninguém se importa comigo.

 

 

Bertold Brecht

 

 

E isto nos mostra que o drama dos outros

Também pode ser o nosso drama!

 

 

E o cemitério do Massacre da Noruega

Também pode ser o nosso cemitério!

 

Maria Luísa

 

 

 

 

 

 


Oferta:      http://os7degraus.blogspot.com /27 de Julho 2011

 

publicado por M.Luísa Adães às 14:58
link do post | comentar | favorito
|
65 comentários:
De poetazarolho a 27 de Julho de 2011 às 00:06
“A couve roxa”

Escrevo sobre coisas banais
Alfaces e outros vegetais
Papoilas nunca são demais
Pó branco e efeitos especiais

Não para os comuns mortais
Escrevo para mentes amorais
Desprovidas de valores sociais
Formas de vida infinitesimais

Que povoam os nossos murais
Com a necessária informação
Satisfazendo qualquer trouxa

Abastecendo os factos normais
Acessíveis à nossa compreensão
Eu escrevo sobre a couve roxa.
De M.Luísa Adães a 27 de Julho de 2011 às 08:28
Poeta

Desta vez superas o simbolismo, a metáfora,
o abstrato...superas tudo e no mesmo tempo, transportas tudo e o teu satirico vem ao cimo,
como merece.

Muito bom! Um abraço,

Mª. Luísa
De poetazarolho a 27 de Julho de 2011 às 07:48
“Desinformação”

Tu pensas que sabes que sei
Mas eu próprio não sei nada
Zangado também não estarei
Com a sociedade plastificada

Muito mais agradado ficaria
Numa sociedade mais aberta
Sincera e solidária, todavia
Por agora temos esta da treta

Os murais são ditos em geral
Representam toda a intoxicação
Do audiovisual feito à medida

Que te apresenta o facto banal
É censura esta desinformação
E esconde a dimensão da vida.
De M.Luísa Adães a 27 de Julho de 2011 às 08:41
Poeta

Nessa "Desinformação"

Tu informas e falas

dos murais feitos à medida

numa sociedade que se não importa
nem com eles, muito menos com os outros.

Seria bom maior sinceridade e amor

"É urgente o amor
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão, e crueldade
alguns lamentos
muitas espadas.

É urgente inventar alegria
multiplicar os beijos, as searas
é urgente descobrir rosas e rios
e manhâs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura até doer.

É urgente o amor
é urgente permanecer.

Eugénio de Andrade

Na desinformação,
Tu escondes a dimensão da vida.

Mas talvez assim, sejas entendido,
doutra forma não!...
De lucinda a 27 de Julho de 2011 às 09:23
Bravo amiga esta ligação de Brecht e o
horrível massacre na Noruega.

Bastante destaque deste a esta monstruosidade desumana e atroz!

Bendita sejas!

Lucinda
De M.Luísa Adães a 27 de Julho de 2011 às 10:53
Tentei, como tudo quanto escrevo . Tento!

Nem sempre sou ouvida, mas tento, enquanto
possível.

Agradeço,

Mª. Luísa
De Anthos a 27 de Julho de 2011 às 09:30
"E isto nos mostra que o drama dos outros

Também pode ser o nosso drama!...

Correta essa afirmação e Brecht anteviu, de
certa forma, o que poderia acontecer ao futuro do mundo...embora a parte Oriental do muro - também não fosse futuro!

Mas o poeta sente à sua maneira!

Anthos
De M.Luísa Adães a 27 de Julho de 2011 às 10:57
Também a parte Oriental do muro me faz confusão.

Mas ele tinha o mundo dele e talvez encontrasse nesse local a paz. Era poeta e
dramaturco e sentia de forma diferente.
Talvez nunca tivesse reparado, no absurdo!
Talvez...

Mª. Luísa
De caminhante a 27 de Julho de 2011 às 10:05
Gostei muito da ideia e da verdade inserida na ideia. A saúdo!

Caminhante
De M.Luísa Adães a 27 de Julho de 2011 às 10:59
Há muito não o encontrava! Obrigada,

Mª. Luísa
De MC a 27 de Julho de 2011 às 10:11
Trazer Bertold Brecht e esse poema lindo e o
juntar ao hediondo massacre - admirável!

Como uma antecipação do futuro e dos acontecimentos sem nexo, onde a crueldade é
cada vez maior.

Gostei muito, amiga,

MC
De M.Luísa Adães a 27 de Julho de 2011 às 11:01
Talvez o poeta pressentisse para onde caminhava o mundo.
Acredito que sim!

Um abraço,

Mª. Luísa
De Rosamari a 27 de Julho de 2011 às 20:32
decir,
qué podemos decir,
que podemos hacer,
el mundo parece que no gira con normalidad,
todo tiene su tumba,
la existéncia, también !
dónde está el principio del fin ??
que difícil !

querida amiga, felicidades por este premio tan lindo, y también por el aumento de tus seguidores,
un beso fuerte, muy fuerte, para ti
De M.Luísa Adães a 28 de Julho de 2011 às 08:14
Rosamari

Interrogas bem...onde está o Princípio e o Fim
e não sei responder.

Fica comigo aqui
e não te vás embora,
Fica...

Obrigada por seres minha amiga. Um beijo,

Maria Luísa
De TiBéu ( Isa) a 27 de Julho de 2011 às 20:44
Longe dos blogs, mas com saudade, volto. Nunca esqueço os amigos, embora não esteja muito presente.
Como estás amiga?
Tudo a caminhar bem?
Votos para que sim e recebe um beijão desta tua amiga desaparecida, mas não esquecida. bjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj
De M.Luísa Adães a 28 de Julho de 2011 às 08:08
Olá

Longe muito longe, mas voltas sempre...

Estou bem e tudo a caminhar e gostei de te encontrar.

Desaparecida, mas não esquecida...muito bom!

Beijo grande e volta sempre,

Mª. Luísa
De TiBéu ( Isa) a 27 de Julho de 2011 às 20:45
ups saiu como Isa, mas é TiBéu hehehehehehe
De M.Luísa Adães a 28 de Julho de 2011 às 08:04
Também conheço Isa e conheço Tibéu...

Olá Tibéu

Gostei de te encontrar. Um bom verão, feliz dia e obrigada,

Mª. Luísa
De jabeiteslp a 27 de Julho de 2011 às 22:50

mas cá pra nós

a mãe do Rui necessita provas
de que o Rui Pedro
morreu há muito tempo...eu acredito

e até sei que é atroz...mas infelizmente assim

beijinhos e boas melhoras...

felizmente que já resolvi o problema do AutoCad
De M.Luísa Adães a 28 de Julho de 2011 às 08:24
Mas independente de ter morrido, ele primeiro desapareceu - é isso?
Depois, o viram num vídeo na Net...será verdade? E daí, ela se convenceu que ele está vivo.
Mas se morreu, o mataram, certo? Mas como se garante que o mataram? Conheces assim tão bem o assunto? Conta-me...eu não conheço!
Mas que é um sofrimento horrível e inexplicável - isso é! Que Deus nos ajude e aos
nossos netos.

Um abraço,

Mª. Luísa
De jabeiteslp a 28 de Julho de 2011 às 09:17

na net não era ele
e há mais algumas pessoas parecidas

pra mim acredito mais que terá sido morto
e enterrado nalgum lado da periferia
onde habitava...

vejo o sofrimento da mãe
às ezes na televisão...

feliz manhã pra ti
jocas
De M.Luísa Adães a 28 de Julho de 2011 às 12:31
jocas

Talvez tenhas razão.
Muitos crimes, abusos sexuais e outros, se dão com pessoas de familia, gente conhecida, vizinhos e nem sempre são raptos!

Mas a dor na mãe prevalece e é um pavor viver assim, uma vida inteira!

Isso na net todos se parecem!

Obrigada,

Mª. Luísa

Comentar post

relojes web gratis

Familia Maldonado /Brasão

24. Setembro .2001