Sábado, 11 de Junho de 2011

(Teatro II) Fogo Ardente

 

 

 

 

 

 

 Narrador :

 

 

Meus olhos fixam o palco

Os personagens olham

Meu amor me beija,

Eu estremeço

Tudo estremece

Todos se desejam.

 

Os Deuses deslumbrados

Com o amor dos gatos,

O desejo dos humanos,

O arrepio da noite

Interrogam os astros.                                                                                                                          

                                                                                                                                   

 

Que se passa?

 

E no palco os personagens

Formam arabescos

Com seus corpos

Dançam uma dança

De amor e desejo.

 

Que se passa?

Pergunta a lua a quem passa.

 

Os personagens não falam,

Apenas se ouvem movimentos

Como se a terra se deslocasse

E se juntasse ao êxtase

Do momento abstrato.

 

Vamos mandar o arco-íris

A iluminar o espaço

Precisamos de olhar

Reconhecer e ver

Como se sabe amar.

 

E os quatro personagens,

O gato-branco

A gata-preta

Eu e meu amor,

No vasto chão amamos.

 

Tudo esquecemos

No momento profano

No instante de Fogo Ardente

E a fuga súbita

Da Estrela Cadente.

 

Maria luísa

 

 

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publicado por M.Luísa Adães às 15:22
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41 comentários:
De caminhante a 11 de Junho de 2011 às 20:03
E nesta caminhada, encontro dois gatos e seus donos. jogam e brincam e são admirados por deuses, estrelas, cometas e todo o universo...

Interessante a forma como conta esta aventura, de gatos e pessoas.

O poema é bom!

C.
De M.Luísa Adães a 12 de Junho de 2011 às 09:06
É verdade! Gatos e pessoas amando, convivendo, brincando no palco da vida.

Que bom seria, tornar isto numa realidade!

Grata, Mª. Luísa
De jabeiteslp a 11 de Junho de 2011 às 21:20

Vamos mandar o arco-íris
A iluminar o espaço
Precisamos de olhar
Reconhecer e ver

Como se sabe amar...

fragâncias tuas..
de um saber... beijinhos Luisa
feliz noite

De M.Luísa Adães a 12 de Junho de 2011 às 09:10
Que bom seria que fosse realidade!

Não havia animais abandonados
nem pessoas sem abrigo
nem guerras
nem genocidios (tanto de animais, como de pessoas).

Isto é contado como se de um sonho se tratasse

Beijo e obrigada,

Mª. Luísa

De M.Luísa Adães a 12 de Junho de 2011 às 09:14
Fragancias minhas...sonhos e desejos meus.

Bom domingo!

Mª. Luísa
De jabeiteslp a 12 de Junho de 2011 às 12:16

é condão....
De M.Luísa Adães a 12 de Junho de 2011 às 12:20
É condão...diz o povo sabichão!

E é dom ou condão, como diria minha querida Avó.

Abraço,

Maria luísa
De M.Luísa Adães a 12 de Junho de 2011 às 13:30
Jocas

Essa do "condão" é muito gira!...

Mª. Luísa
De jabeiteslp a 12 de Junho de 2011 às 16:34
e só teu Luisa...

http://youtu.be/hx9I1Mz1_DM

jocas
De M.Luísa Adães a 12 de Junho de 2011 às 17:07
Se as noites na Covilhã são assim, regresso aos velhos tempos e vou até lá.
Levo meus gatos e meu amor.

Tu és perito em vídeos! Não se pode ter tudo...
Eu também gostava de aderir ao youtube, mas não percebo nada do assunto.

Fui para o facebook (curiosidade) mas ando ás voltas e não consigo colocar no cimo do mural
"5 fotos daquelas que não saem do lugar".

Tu sabes? Ensina-me!

Obrigada poe esta linda lembrança.

Beijos,

Mª. Luísa

De M.Luísa Adães a 12 de Junho de 2011 às 17:11
Retifico : Obrigada por esta linda lembrança...

Mª. Luísa
De jabeiteslp a 12 de Junho de 2011 às 19:17
bigada
mas de facebook...nada
nunca me deu para pertencer....

beijinhos Luisa
De M.Luísa Adães a 13 de Junho de 2011 às 08:25
Também não perdes nada! É aleatório!

Bom Dia para ti,

Mª. Luísa
De Alvorada a 12 de Junho de 2011 às 10:04
Gosto do poema e sinto que essa alegoria´
somos nós humanos e a necessidade do amor
aos animais.
Incondicional, como eles nos dão.
E em questões de amor e amizade, eles estão muito acima da criatura humana.

E são massacrados pelo prazer dos psicopatas
que pululam a cada passo, neste nosso mundo
que perdeu o AMOR...

Bom será que te entendam e nisso, tenho
dúvidas!

A.
De M.Luísa Adães a 12 de Junho de 2011 às 10:59
Entender? Cada um entende à sua maneira,

nada mais vou ou posso, ou devo exigir!

Mª. Luísa
De MIGUXA a 14 de Junho de 2011 às 00:38
E a dança do amor continua...
A chama carnal domina ...
Os corpos ondulam...
Os gatos...
Os donos...

Intenso...adorei!!!

Beijos com ternura
Margarida
De M.Luísa Adães a 14 de Junho de 2011 às 08:13
Uma mistura alquimica feita de magia -
a minha magia!

Beijos e obrigada,

Maria Luísa
De poetaporkedeusker a 14 de Junho de 2011 às 12:17
Muito sensual, este teu poema, Maria Luísa! Estranhamente - digo estranhamente porque ainda não encontrei este tipo de visão noutra pessoa - alio muito mais a sensualidade aos humanos do que aos não humanos... muito estranhamente, mesmo, também continuo a encontrar muito mais capacidade de amar, de forma pura e desinteressada, nos animais do que nalguns humanos... eu sei que isto está confuso, mas foi qualquer coisa que me foi surgindo conforme lia este teu poema... e é importante! Mas isto iria requerer um verdadeiro tratado e eu tenho pouco tempo e só uma caixinha de comments para encher :)) Talvez um dia venha a escrever sobre isso, se tiver tempo e esta vontadezinha voltar a surgir...
Esta peça vai ficar muito, muito bonita! Estava a ler e a visualizar as imagens que tu soubeste - e bem! - criar.
Enorme abraço, amiga! Vou ao 7degraus!
De M.Luísa Adães a 14 de Junho de 2011 às 15:15
Mª. João

Lê nos 7 degraus um comentário em que eu explico a razão dos poemas e vais entender.

Tens toda a razão, mas eu pretendi criar através da alquimia e da magia, um cenário
em que juntei e dei voz e sentidos aos animais e pessoas - retirei as diferenças e coloquei tudo no mesmo plano e no mesmo palco.

Os gatos são também pessoas que falam, sentem e amam. E os gatos são muito sensuais!

Responde-me,

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 14 de Junho de 2011 às 16:50
Desculpa, Maria Luísa! Tenho estado na caixa do Gmail e no Face... mas tu sabes! Também já entrámos em diálogo por lá...
Vou tentar descobrir esse teu comment...
De M.Luísa Adães a 14 de Junho de 2011 às 17:53
Isto agora sr transformou em mais um trabalho "o Facebook", mas poesia nos blogs.
No Face tenho tentado, muito pouco ou nada,
mas não me ligam nenhuma.
Talvez não seja tão boa como penso!

Tu sabes que eu tenho várias facetas a escrever e no meio delas, há mais sensualidade ou menos -
depende do que escrevo e quando escrevo.

Mas para mim não é sensualidade - acredita!
Eu sou uma mística - essencialmente uma
"Mística"...Estranho - pensas tu...
e um dia vais estudar o meu psiquico que é
tão simples como eu sou.

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 16 de Junho de 2011 às 17:10
Será aqui que tu queres que eu concentre a minha atenção? É curioso... eu também sou muito mística, muito embora coexista, em mim, uma fortíssima faceta científica que eu nem sequer pretendo abafar porque considero que o meu "caminho" se prende à conjugação destas duas facetas... mas não sei exactamente o que pretendes que eu entenda... já te deixei um comment no Face... não sei se ele é mais elucidativo do que tudo o que venho a escrever por aqui...
Beijinho!
De poetaporkedeusker a 17 de Junho de 2011 às 17:15
E acabo de encontrar este comentário já antigo... cuidado, não te deixes "absorver" pelo comentário rápido e fácil do Face... eu sei que dá imenso trabalho, sobretudo para quem quer investir na qualidade, tentar ir a tudo o que existe no Facebook... e não posso nem devo aconselhar-te, mas posso dizer-te que, para mim, tem sido bastante violento tentar acompanhar aquele ritmo. Estamos a receber demasiada informação e não temos tempo para a gerir emocionalmente... isto acaba por dar mau resultado e eu começo a sentir isso.
Abraço e um bom fim de semana!
De M.Luísa Adães a 17 de Junho de 2011 às 18:46
O face é demasiado absorvente, aleatório, louco.
O sonico a que não aderi, pedem-me uma dezena de vezes para eu ouvir música;

O Badoo que não aderi, dizem dezenas de vezes para os visitar.

Cheguei agora a casa (18h35 da tarde de sexta-feira) tinha 50 mensagens com versos, pedidos e um não acabar de coisas. Não aguento! Que faço? (de manhã ficou tudo limpo de mensagens (eliminei tudo) e agora
elimino tudo também.
Se eu me concentrasse em tudo, não comia, não dormia e deixava de escrever meus versos
a 100% - não há tempo que resista.

Estou pelos cabelos. Tenho a página cheia do Sim/Não... e o que ponho meu desaparece em minutos.
Não aguento isto! Que fazer?

Bom fim de semana. Não te posso visitar, não
tenho concentração nem forças.

Um Abraço,

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 20 de Junho de 2011 às 15:30
Deixa estar, amiga, eu também me deixo exasperar de vez em quando... eu garanto que estarei contigo enquanto puder! Hoje fui ao hospital e não estou mesmo nada bem... trago um atestado - informação médica - para enviar para a segurança social e não estou mesmo em condições de lá ir... pelo menos por agora. Cheguei ao hospital no limiar do desmaio... estava mesmo a ver que nem chegava lá... não vou poder estar por aqui muito tempo. Tenho febre, dores e estou completamente descompensada ao nível da tensão arterial... para não falar da dormência das pernas e das cólicas... mas está descansada que já tenho medicação. Amanhã só não venho se, de todo em todo, não puder!
Eu também já não sei o que fazer com o Face porque não consigo aceder para responder seja ao que for dessas aplicações do sim/não... não posso, não posso mesmo! Alguém terá de compreender. Estou mesmo com muitas cólicas! Bjo!
De M.Luísa Adães a 20 de Junho de 2011 às 15:53
Eu também e para já, termino com o facebook.
Quando escrever um poema no google levo-o
para o face, fora disso, termino.
Jogos acabam, até os vou eliminar aos poucos.
Fica meu perfil mudado pelo meu filho, lá do
Brasil e a recomendação de que não me confunda com o face. E eu aceito, estou desinteressada!

E então a parte principal, estás doente, mas vais descansar e tratar e só depois, voltas.

Jogos do Sim/Não - não vou responder e grande parte elimino. Só vou colocar meus poemas do goole, no Face. E termina, para já.

As tuas melhoras e tenta que te levem a comida a casa, hoje e amanhã.
Descansa e teus poemas para o face - nada mais interessa!

Um beijo,

Maria Luísa
De poetaporkedeusker a 20 de Junho de 2011 às 15:59
Ainda por cá estou... mas sabe Deus... estou mesmo com muitas dores e tenho de ir... só tenho algum receio que o coreio do gmail esteja entupido... mas não vou conseguir desentupi-lo muito... vou tentar. Beijo!
De M.Luísa Adães a 21 de Junho de 2011 às 11:15
Não te preocupes, mas preocupa-te contigo,
se não o fizeres, ninguém faz...é assim a vida
de muitos e de todos no Final...

Meus gatos descansam neste poema, dos jogos de amor!

Vai e as melhoras! não deixes o mal avançar!

Beijos e obrigada
De poetaporkedeusker a 21 de Junho de 2011 às 13:34
Ainda vim até cá, Maria Luísa, embora só uma parte do problema esteja a resolver-se; a tensão arterial estabilizou com este novo medicamento que o médico me receitou para acrescentar ao que eu tomava. A oclusão intestinal continua a provocar-me dores indizíveis e estou em jejum - tem mesmo de ser... - até o problema se resolver. Também ando a perder muito sangue na urina, mas isso deve ser por causa do Varfine... e eu tenho litíase renal... ainda não sei como se vai resolver isto porque eu não posso deixar de estar anti-coagulada... tudo isto é complicado e acaba por desanimar, sobretudo quando as dores vêm agravar tudo. Mas ainda estou viva e ainda consegui vir até cá... não posso é demorar-me muito porque me sinto muito desconfortável e dorida... isto digo eu, claro, porque à velocidade de caracol a que eu ando, precisava de vários dias de disponibilidade total. Farei o que puder e, se me sentir pior, vou para casa...
um abraço grande, grande!
De M.Luísa Adães a 21 de Junho de 2011 às 14:31
Lamento muito todos esses problemas de saúde.

Sei que estás medicada e não abandonada!

Não te esforces por mim, mas sempre que possível dá notícias.

E agora talvez seja melhor descansares, ficares atenta e ao menor sintoma anormal,
contacta médico ou urgências e não esperes!

Um beijo e melhoras. Se precisares de companhia diz...mas a melhor companhia é a assistência médica sem fallhas.
Um abraço e agradeço a lembrança de mim.

Maria Luísa
De poetaporkedeusker a 21 de Junho de 2011 às 14:59
Não tens de agradecer, amiga! Ainda por cá estou, tão lenta, mas tão lenta que até a mim mesma me faz confusão. Descansa que se as coisas se complicarem eu vou ao hospital! Agora estou a tentar por em dia a correspondência, mas tudo me confunde... é estranho, mas sinto-me burríssima! Menos mal que já consegui deixar um sonetilho em resposta a um de um amigo que o deixou no Montanhas... e outro no blog dele... mas não há dúvida de que estou muito limitada e de que as coisas não fluem como dantes... a ver vamos!
Abraço grande!
De M.Luísa Adães a 21 de Junho de 2011 às 15:11
Tudo vai passar! É necessária paciência,
descansar, não exceder as forças e aguardar.

Tudo vai pelo melhor, embora demore uns dias - ou menos de uns dias.

Mas por hoje, deixa o pc. e vai para casa e espera pelas forças.

O tempo espera por ti e eu também!

beijos,
Maria Luísa

p.s, se necessário, pede ajuda à Paróquia.

De poetaporkedeusker a 21 de Junho de 2011 às 15:18
Obrigada, amiga, mas o melhor é eu nem pensar em comer até isto estar resolvido... beijinho!
De M.Luísa Adães a 21 de Junho de 2011 às 15:48
Eu também estou parva. É evidente que não deves comer, mas beber chá podes e deves!

Mª. Luísa
De Ana martins a 15 de Junho de 2011 às 00:57
Tão Lindo Luísa, parabéns!

Beijinho,
Ana Martins
De M.Luísa Adães a 15 de Junho de 2011 às 10:04
Ana

Obrigada por gostares! Eu coloquei o 1º. verso no google, mas como é muito diferente do que escrevo (tenho várias facetas) fiquei na dúvida "se devo continuar a escrever as Sete
histórias dos gatos" como uma junção alquimica e mágica, entre os animais e as pessoas.

Alguns dizem é diferente...mas é bonito!...

Continuo? O google ainda não tem o 2º. verso.
Que dizes Ana? Continuo a escrever os Sete versos no google?


Aqui vou continuar! Lêm tudo e passam muitos visitantes e os amigos mesmo amigos
que sempre me aceitam.

Dá uma opinião, por favor.

Um beijo e obrigada

Maria Luísa

De jpcfilho a 16 de Junho de 2011 às 10:35
Querida Maria Luísa, teus versos, teus gatos, teus amores, tuas dores, definindo o palco shakespeariano , de profanações ardentes, frementes, e luzes de arco-íris , são os esquecimentos profanos de quem ama, ninguém ama sem sacrilégios, sem fogo, sem estrelas ascendentes e cadentes, e faça-se a luz...
Lindos versos
Ainda não estou apto, pois estou trocando de telefonia, e tá uma confusão daquelas .
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Querida Maria Luísa, teus versos, teus gatos, teus amores, tuas dores, definindo o palco shakespeariano , de profanações ardentes, frementes, e luzes de arco-íris , são os esquecimentos profanos de quem ama, ninguém ama sem sacrilégios, sem fogo, sem estrelas ascendentes e cadentes, e faça-se a luz... <BR>Lindos versos <BR>Ainda não estou apto, pois estou trocando de telefonia, e tá uma confusão daquelas . <BR class=incorrect name="incorrect" <a>beijows</A> <BR>João Costa filho
De M.Luísa Adães a 16 de Junho de 2011 às 15:41
Um beijo joão e obrigada pelo elogio ao poema

que tem o seu quê, daquilo que dizes.

Maria Luísa

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